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Mundo

Governo e manifestantes mantêm queda de braço em Hong Kong

Protestos pró-democracia entram no quinto dia. Jovens ignoram alertas das autoridades e aproveitam Dia Nacional da China para ampliar ocupação e bloqueios de praças e ruas.

O quinto dia de protestos em Hong Kong começou nesta quarta-feira (01/10) sem qualquer sinal de que um dos lados cederá. Em pleno Dia Nacional da China, os manifestantes mantêm o acampamento que paralisa o centro da cidade, e o governo se nega a atender os pedidos do movimento por mudanças políticas.

As manifestações por democracia e por eleições livres agora já se estendem à zona onde está prevista a cerimônia de hasteamento de bandeiras pelas celebrações do Dia Nacional da China.

Os jovens concentrados na Admiralty, zona onde se encontram os escritórios centrais do governo local, começaram por volta da meia-noite desta quarta (no horário local) a deslocar-se para a praça Golden Bauhinia, cujo acesso já se encontrava bloqueado por agentes da polícia.

Desde terça-feira, as dezenas de milhares de manifestantes vêm ampliando o bloqueio nas ruas de Hong Kong, estocando suprimentos e erguendo barricadas diante de uma possível repressão policial.

A tropa de choque usou spray de pimenta e gás lacrimogêneo contra os manifestantes no fim de semana, mas, até o início da madrugada desta quarta-feira, não houve confrontos.

Líderes estudantis deram ao chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, um ultimato para sair e negociar com os manifestantes. Eles ameaçam uma escalada das ações nos próximos dias para ocupar mais instalações do governo, prédios e vias públicas.

A China disse apoiar a maneira como as autoridades de Hong Kong estão lidando com os protestos. "Acreditamos totalmente no governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong e o apoiamos para lidar com esse problema", disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Hua Chunying. "Somos contra qualquer ato ilegal em Hong Kong."

Os manifestantes, em sua maioria estudantes, exigem democracia plena e pedem que Leung deixe o cargo após o governo chinês, um mês atrás, ter dito que teria direito de vetar candidatos nas próximas eleições de Hong Kong, marcadas para 2017.

O presidente chinês, Xi Jinping, não se manifestou sobre os protestos. Entretanto, a mídia estatal chinesa afirmou na terça-feira que Pequim não recuará diante das manifestações. "O governo central não recuará só por causa do caos criado pelos oposicionistas", escreveu o Global Times.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse estar extremamente preocupado com os enfrentamentos entre a polícia e manifestantes na antiga colônia britânica. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esperar que se possam resolver de "forma pacífica" os conflitos.

RPR/rtr/afp

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