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Mundo

Governo dos EUA processa cinco militares chineses por ciberespionagem

Grupo de hackers baseado em prédio do Exército na China teria roubado informações industriais e causado prejuízos milionários a empresas americanas. Pequim nega acusações e rompe cooperação cibernética com Washington.

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O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, em entrevista coletiva em Washington

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (19/05) ter aberto processos criminais contra cinco membros das Forças Armadas chinesas por ciberespionagem. É a primeira vez que o governo americano abre ações nesse âmbito contra cidadãos de outros países.

As acusações não estão relacionadas ao roubo de segredos militares ou do governo. Os casos investigados envolvem espionagem industrial e comercial contra cinco empresas americanas, entre elas a Westinghouse, a United States Steel e a Alcoa, que teriam sofrido perdas milionárias devido às ações chinesas.

Segundo o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, a espionagem buscava dar vantagens competitivas a empresas estatais chinesas com a ajuda de uma unidade militar de hackers baseada em um prédio do Exército em Xangai.

Quando questionado sobre as atividades da Agência de Segurança Nacional (NSA), Holder rechaçou comparações de que a espionagem realizada pela China seja uma prática recorrente entre todos os países, inclusive os EUA. "Não coletamos material de inteligência para promover uma vantagem competitiva a nossas empresas", argumentou.

Em resposta, o governo chinês anunciou que suspendeu o diálogo com os Estados Unidos em segurança cibernética, "devido à falta de sinceridade dos EUA em resolver assuntos relacionados ao tema através do diálogo e da cooperação".

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que "governo, o Exército e seu pessoal nunca se envolveram nem participaram de roubos cibernéticos de segredos comerciais" e que, por isso, as acusações "são absurdas".

A nota argumenta também que "a China é vítima de graves roubos cibernéticos americanos e de atividades de vigilância e escutas", que teriam tido como alvos instituições oficiais, empresas, universidades e indivíduos chineses.

O governo chinês apresentou um protesto formal ao governo americano, no qual pede que "corrija seu erro e retire as acusações".

RPR/ rtr/ afp

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