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Governo do Peru declara estado de emergência por 30 dias

14 de dezembro de 2022

Medida é reação aos violentos protestos contra a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, que já deixaram ao menos sete mortos.

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Polícia persegue manifestante
Protestos exigem, entre outros pontos, soltura do ex-presidente Pedro CastilloFoto: Martin Mejia/AP/picture alliance

O governo do Peru decretou nesta quarta-feira (14/12) estado de emergência em todo o país por 30 dias, devido aos violentos protestos após a destituição do cargo e prisão do ex-presidente Pedro Castillo e a posse de sua vice, Dina Boluarte.

A medida significa a suspensão dos direitos de reunião, inviolabilidade de domicílio e liberdade de trânsito, entre outros. A Polícia Nacional Peruana fará o controle da ordem interna com o apoio das Forças Armadas. Além disso, o governo avalia a possibilidade de declarar um toque de recolher.

"Foi declarado estado de emergência para todo o país devido aos atos de vandalismo e violência, os bloqueios de estradas e rodovias, que já estão se estabilizando", disse o ministro da Defesa, Alberto Otarola. Pelo menos sete pessoas já morreram desde o início dos protestos. 

"É necessária uma resposta enérgica e autoridade por parte do governo", disse o ministro no pátio do Palácio do Governo, em um breve pronunciamento enquanto era realizada uma reunião do Conselho de Ministros.

Otarola ressaltou que esta medida foi motivada "para que os cidadãos possam ter a segurança e a certeza de que estamos controlando a ordem interna".

"Em seguida, vamos garantir o livre trânsito e a paz para todos os cidadãos", completou.

Segundo o ministro, também é necessário proteger as infraestruturas estratégicas para garantir o bem-estar e a paz dos cidadãos.

Muitas pessoas filmam e fotografam caixão
Multidão acompanha funeral de uma criança de dois anos morta durante os protestosFoto: Franklin Briceno/AP/picture alliance

Prisão após tentativa de golpe

Os protestos dos últimos dias, especialmente no sul do país, exigem a convocação de uma assembleia constituinte, eleições gerais antecipadas, o fechamento do Congresso, a renúncia de Dina Boluarte e a soltura do ex-presidente Pedro Castillo, que foi preso após tentar um autogolpe e ser destituído do cargo pelos parlamentares.

Na segunda-feira, os manifestantes invadiram o aeroporto da segunda maior cidade do país, Arequipa, e uma fábrica de laticínios. Na terça-feira, manifestantes tomaram o controle de uma planta de gás no departamento de Cuzco. Além disso, nos últimos dias, houve inúmeros bloqueios de estradas, saques de lojas e ataques a prédios públicos em várias partes do país.

Castillo foi preso em 7 de dezembro, enquanto tentava fugir para a Embaixada do México em Lima

Boluarte assumiu o governo e procurou neutralizar a crescente indignação nas ruas anunciando que as eleições seriam antecipadas de 2026 para 2024. No entanto, o anúncio não acalmou os manifestantes. Desde então, Boluarte tem dito que novas eleições podem ocorrer já em dezembro de 2023.

le/bl (EFE, ots)