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América Latina

Governo da Venezuela diz que não há vazio de poder no país

Chavistas defendem que Chávez pode tomar posse mais tarde, caso esteja impossibilitado nesta quinta-feira, e convocam manifestações de apoio ao presidente. Oposição quer novas eleições.

O governo venezuelano pediu o apoio da população ao presidente Hugo Chávez e negou que haja um vazio no poder por causa da prolongada ausência do mandatário, que luta contra um câncer em Cuba.

"Não há nada que configure um vazio, nada que dê esperança à oposição de que Chávez se vá em 10 de janeiro", disse o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, durante entrevista na sede do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Caracas, nesta segunda-feira (07/01).

Dia 10 de janeiro é a data estabelecida pela Constituição para a posse de Chávez, de 58 anos, eleito pela quarta vez para comandar o país. Mas ele ainda enfrenta problemas de saúde.

Segundo o ministro da Comunicação e Informação, Ernesto Viegas, Chávez encontra-se numa situação "estável" desde o último relatório médico, quando se comunicou a insuficiência respiratória que ele enfrenta, como consequência de uma infecção pulmonar pós-operatória.

Chávez foi submetido à quarta cirurgia contra um câncer em 11 de dezembro do ano passado, em Havana, Cuba, onde ele segue internado.

Governo e oposição divergem se Chávez pode tomar posse mais tarde ou se novas eleições devem ser convocadas. O governo diz que a posse é uma mera formalidade e pode ser feita mais tarde. Nesse caso, o vice-presidente Nicolás Maduro assumiria o poder interinamente. Já a oposição quer que o presidente da Assembleia Nacional assuma o poder interinamente e convoque novas eleições.

Diante disso, os chavistas convocaram manifestações populares para esta quinta-feira em Caracas, em apoio ao presidente reeleito. "Não há ausência temporária, não há ausência absoluta, não há posse do presidente da Assembleia, nada disso que eles estão propondo", afirmou Cabello.

Posição brasileira

No Brasil, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse que o governo brasileiro não enxerga um momento de instabilidade política na Venezuela e apoia os planos de postergar o início do novo mandato de Chavez, sem substituições.

Garcia disse que Maduro poderia assumir interinamente o poder, até que Chávez se recupere ou se determine a incapacidade do presidente. "Há um vazio constitucional nesse ponto, e a interpretação que está sendo dada é que quem assume é o vice-presidente", declarou.

MC/rtr/dpa/lusa
Revisão: Alexandre Schossler