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Alemanha

Governo da grande coalizão inicia sua segunda metade

O governo da grande coalizão, chefiado pela chanceler federal Angela Merkel, está prestes a completar dois anos. Alguns dos assuntos que dominarão a sua segunda metade serão debatidos esta semana em Meseberg.

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Negociações do contrato de coalizão entre SPD e CDU/CSU, há dois anos

Próximo da metade do governo da grande coalizão, já foram aprovados quase todos os grandes pontos estipulados no contrato de coalizão entre CDU/CSU e SPD, entre eles a elevação da idade de aposentadoria para 67 anos e o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Parte das reformas que ainda estão por vir serão discutidas esta semana, durante a reunião da chanceler federal Angela Merkel e de seu grupo de ministros no castelo de Meseberg, nas proximidades de Berlim. Mas é possível antecipar alguns dos principais assuntos do "segundo tempo" do governo da grande coalizão.

Meio ambiente

A segunda parte da reforma federalista, regulamentando a divisão de receitas entre União e estados, e as controversas medidas de proteção climáticas deverão ser importantes pontos a ocuparem a segunda metade da legislatura de Merkel.

No encontro de Meseberg, o ministro do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, apresentará o seu "plano de energia e proteção climática", o mais amplo da história da Alemanha, de acordo com declaração do ministro à rádio Deutschland Funk . Segundo Gabriel, só em 2008 a Alemanha deverá aplicar 2,6 bilhões de euros em medidas de proteção do clima.

Antes mesmo de apresentado, o plano já gerou críticas do Ministério da Economia, para quem sua implementação custaria cerca de 70 bilhões de euros.

Ofensiva na educação

Deutschland Bundeskanzlerin Angela Merkel

Merkel atingiu várias metas

Além de combater a escassez de mão-de-obra especializada através de uma "ofensiva nacional de educação", o governo de coalizão entre social-democratas, democrata-cristãos e social-cristãos deverá empreender, na área econômica, medidas para proteger empresas alemãs de serem compradas por fundos estrangeiros "indesejáveis", como fundos estatais russos e chineses.

Entre as reformas passíveis de serem reformadas está, sobretudo, a do mercado de trabalho, batizada de Hartz 4, seguindo o nome de seu criador, Peter Hartz. Tudo indica que, a exemplo das versões anteriores do projeto, o Hartz 4 também será revisto. Discute-se, principalmente, uma elevação do seguro-desemprego.

Outro tema que provocará muita discussão no próximo ano é a privatização da rede ferroviária alemã, a Deutsche Bahn. Um projeto de lei prevendo a privatização já tramita no Parlamento alemão.

Polêmico também é o financiamento do Transrapid, o trem magnético de alta velocidade. O SPD é contra uma grande participação do governo federal no projeto. O governo da Baviera, que é da CSU, defende que Transrapid receba verbas federais, além das estaduais.

Como anda a oposição?

Contra a maioria de dois terços da grande coalizão no Parlamento, os partidos de oposição – Partido Verde, Partido Liberal (FDP) e Partido de Esquerda – pouco podem fazer. Nada resta a líderes, como Guido Westerwelle, do FDP, a não ser o ataque.

Principalmente a CDU/CSU é atacada por Westerwelle. A doutrina puramente liberal, defendida por Westerwelle no Parlamento, já atraiu democrata-cristãos decepcionados com a "social-democratização" de seu partido, que em sua opinião estaria indo longe demais.

Para Oskar Lafontaine, chefe do Partido de Esquerda, o inimigo se chama a política trabalhista dos social-democratas. Desde a fundação do novo partido e o sucesso nas eleições estaduais de Bremen, que fizeram o Partido de Esquerda entrar no Parlamento da cidade-Estado, o ataque aos antigos companheiros do SPD é a principal arma de Lafontaine.

E os Verdes?

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Para onde vão os verdes?

Diferentemente do Partido Liberal e do Partido de Esquerda, os temas escolhidos pelos Verdes não fazem deles, realmente, um partido de oposição. O próprio governo de coalizão já assumiu temas como a política de proteção climática e a desistência da energia atômica. "Talvez o fato de ter feito parte do governo não nos facilita a vida", comentou Renate Künast, líder da bancada dos Verdes no Parlamento.

Além disso, em sua edição do último domingo, o jornal Welt am Sonntag afirma que os novos Verdes se apresentariam agora como "melhores conservadores", afirmando que a tríade "Fé, Família e Pátria" estaria, nos Verdes, mais bem resguardada.

Se, há 25 anos, o partido ecológico se considerava "longe da religião", agora os Verdes seriam "melhores cristãos": a cooperação com a Igreja na ajuda ao Terceiro Mundo, controle de pesquisas de células embrionárias, estímulo a famílias com grande número de crianças, proteção dos parques e de termelétricas nacionais seriam temas que ocupariam o novo discurso político dos Verdes, afirma o jornal. (ca)

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