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Alemanha

Governo alemão recomenda vacina contra câncer do colo uterino

Vacinação contra vírus HPV, causador da doença, é recomendada para meninas entre 12 e 17 anos de idade, antes da primeira relação sexual. Alemanha tem 6500 casos de câncer do colo uterino por ano.

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Encontro de garotas com a chanceler federal alemã Angela Merkel

Todas as adolescentes e jovens alemãs com idade entre 12 e 17 anos devem ser vacinadas contra o câncer do colo de útero. É o que recomenda a partir desta semana a Comissão Permanente de Vacinas, formada por 17 peritos nomeados pelo Ministério alemão da Saúde e ligada ao Instituto Robert Koch, de Berlim.

A partir de 1º de abril, os seguros de saúde do país serão obrigados a cobrir os custos de cerca de 500 euros da vacinação. São necessárias três doses, que custam cerca de 150 euros cada. Algumas seguradoras, como a DAK, com 18 milhões de segurados, já vinham cobrindo esses custos.

Transmissão por vírus

O câncer do colo de útero é causado predominantemente por certos tipos de vírus denominados papilomavírus humanos (HPV). Até o início dos anos 80, duvidava-se da participação de vírus no surgimento do câncer.

Já naquela época o cientista alemão Harald zur Hasen, ex-diretor do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer em Heildelberg, tentava convencer a indústria farmacêutica a desenvolver uma vacina contra os HPV.

Estes tipos de vírus são transmissíveis por contato sexual. Segundo a recomendação do Instituto Robert Koch, a vacinação deve ser concluída antes da primeira relação sexual. Estudos realizados em 20 mil mulheres comprovaram que a vacina impede a transformação de células saudáveis em tecidos cancerígenos.

O câncer de colo uterino atinge cerca de 230 mil mulheres por ano em todo o mundo, 6500 na Alemanha. Cerca de 1600 mulheres morrem por ano no país em conseqüência deste tipo de doença (1660 no ano passado).

Tanto pacientes quanto médicos alemães esperavam há muito por esta vacina, cujo uso foi autorizado em junho de 2006 nos EUA, na Austrália e no México, e em setembro do ano passado na Alemanha.

Validade da vacina

A vacina previne contra dois tipos de HPV, responsáveis por 80% dos casos de câncer do colo do útero. Como há outros subtipos do vírus, os peritos recomendam que, além da vacina, sejam tomadas todas as outras medidas de prevenção ao câncer.

Segundo o boletim epidemiológico do Instituto Robert Koch, é indiscutível que a vacina ajuda, mas ainda não está claro por quanto tempo dura esta proteção. Sua presença foi comprovada no organismo por pelo menos por cinco anos. "A questão da necessidade de uma revacinação ainda não foi esclarecida", informa o instituto.

Nos países industrializados, o exame de Papanicolau no colo uterino faz parte há décadas da profilaxia do câncer. Isso permitiu reduzir a menos da metade o sofrimento com esta doença, visto que ela pode ser diagnosticada em estágios iniciais e tratada. Na África, o câncer do colo do útero ainda é o tumor que mais atinge as mulheres.

Casos de câncer mais freqüentes na Europa

Segundo estimativas da Agência Internacional de Pesquisas do Câncer (IARC), na Europa foram registrados 3,2 milhões de novos casos de câncer em 2006: 13,5% na mama, 12,9% no intestino, 12,1% no pulmão, 10,8% na próstata, 5% no estômago e 4,7% no colo do útero.

Um total de 1,7 milhão de europeus morreram de câncer no ano passado (19,7% de câncer no pulmão, 12,2% no intestino, 7,7% na mama, 6,9% no estômago, 5,1% na próstata e 3,2% de leucemia).

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