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Economia

Governo alemão quer dissuadir Nokia de fechar fábrica em Bochum

A notícia do fechamento da fábrica da Nokia em Bochum gera indignação na Alemanha. Empresa captou 88 milhões de euros de verbas públicas para gerar empregos e agora pretende transferir a produção para a Romênia.

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Trabalhadores bloqueiam portões da fábrica da Nokia em Bochum

A Nokia recebeu severas críticas por parte da política alemã por causa do planejado fechamento de sua fábrica em Bochum em meados de 2008. O governo estadual da Renânia do Norte-Vestfália vai averigüar se pode exigir de volta parte dos 88 milhões de euros que o fabricante finlandês de celulares recebeu como subsídio. O governador Jürgen Rüttgers advertiu a empresa de propagar uma imagem de "gafanhoto de subsídios", ou seja, uma empresa que embolsa as verbas e depois se transfere do lugar. Líder mundial na produção de celulares, a Nokia havia anunciado na terça-feira (15/01) a desativação de seu parque industrial em Bochum por razões econômicas e a transferência da produção para outros países europeus, como a Romênia e a Hungria. O fechamento implicará, de acordo com informações do conglomerado, a demissão de 2.300 funcionários. Conforme avaliação dos sindicatos, mil trabalhadores temporários e mil funcionários de subsidiárias também perderiam o emprego com a desativação da fábrica. "Gafanhoto de subsídios"? O governo da Renânia do Norte-Vestfália, a União e o município de Bochum apoiaram a instalação da Nokia na região do Ruhr com subsídios de milhões de euros. Segundo a Secretaria Estadual de Economia, o conglomerado finlandês captou 60 milhões de euros de recursos estaduais e federais entre 1995 e 1999. Os subsídios foram concedidos sob a condição de que a empresa mantivesse 2.860 empregos até setembro de 2006. A União liberou 28 milhões de euros adicionais para assegurar que a Nokia se mantivesse na região do Ruhr. O município de Bochum subvencionou, entre outras coisas, a construção de estradas e canais. O montante desses investimentos está sendo calculado agora. Empresas móveis na União Européia A Nokia não recebeu verbas dos fundos de infra-estrutura da União Européia para transferir a produção para a Romênia, segundo suspeitava o governo alemão. Isso foi o que garantiu a Comissão Européia. No entanto, é possível que a criação de uma infra-estrutura para a nova fábrica a ser construída na Romênia tenha sido subsidiada pela UE, informou Bruxelas. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, deixou claro que existem verbas para a criação de parques industriais, mas não para a transferência de empresas. Por outro lado, ele fez um apelo aos "amigos alemães", a fim de que eles "tenham a coragem de se informar sobre as vantagens da ampliação da UE". Se é possível que empresas se transfiram da Finlândia para a Alemanha, também deveria ser possível deslocá-las da Alemanha para a Romênia, argumentou Barroso. O governo alemão se propôs a negociar com a Nokia, caso o conglomerado resolva repensar o plano de fechar a fábrica de Bochum. Berlim está em contato direto com a empresa, segundo comunicou o Ministério da Economia. Centenas de sindicalistas bloquearam os portões da fábrica da Nokia nesta quarta-feira (16/01), em repúdio aos planos de fechamento. Os funcionários da empresa receberam o apoio dos metalúrgicos em seu protesto. As Igrejas cristãs criticaram a desativação da fábrica em Bochum, advertindo para a grave situação social dos trabalhadores e suas famílias, ameaçados de perder o emprego. (sm)

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