Governo alemão prepara pacote para apoiar o sistema bancário | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 11.10.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Governo alemão prepara pacote para apoiar o sistema bancário

Ministro alemão das Finanças diz que é necessário definir medidas ainda antes da abertura dos mercados. Imprensa especula que pacote do governo alemão para apoiar sistema bancário pode chegar a 400 bilhões de euros.

default

Merkel e Sarkozy se encontraram um dia antes da reunião de líderes da zona do euro

O ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, anunciou neste sábado (11/10), logo após o encontro do G7 em Washington, que o governo alemão prepara um pacote de medidas para o sistema bancário da Alemanha. É necessário que haja clareza sobre as medidas a serem adotadas ainda antes da abertura do mercado financeiro, na próxima segunda-feira, afirmou Steinbrück.

A chanceler federal, Angela Merkel, disse que na noite deste domingo serão anunciadas as primeiras medidas. O plano para salvar o sistema bancário do país será posto em prática o mais rápido possível. A imprensa alemã especula que o pacote de medidas pode chegar a 400 bilhões de euros.

Segundo a revista Der Spiegel, em no máximo uma semana o pacote deverá estar aprovado pelo Parlamento e assinado pelo presidente alemão, Horst Köhler. "O governo alemão está preparando ações concretas", disse Steinbrück. Ele não quis adiantar se essas ações incluem a estatização de bancos.

Peer Steinbrück bei einer Pressekonferenz am 10.10.2008 G7 Treffen

Steinbrück: ações concretas

Mas o presidente do Bundesbank (Banco Central alemão), Axel Weber, disse que a compra de ações de bancos pelo Estado não é descartada. "Se não houver a possibilidade de captar dinheiro no mercado, o Estado deve entrar como acionista", afirmou.

G7: medidas urgentes

Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão – os sete países que formam o G7 – se comprometeram nesta sexta-feira (10/10) a trabalhar em conjunto para estabilizar os mercados financeiros, restabelecer a oferta de crédito e impedir a quebra de instituições financeiras importantes.

Ao final de uma reunião de seus ministros das Finanças e dos presidentes dos seus Bancos Centrais em Washington, os países do G7 divulgaram um plano de ação de cinco pontos para combater a crise financeira mundial. A atual situação exige medidas urgentes e excepcionais, afirma o documento emitido pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em nome do grupo.

O G7 se comprometeu a "usar todas as ferramentas a sua disposição" e seguir "todos os passos necessários" para evitar que a crise se amplie. Os sete países também se comprometeram a implementar medidas que elevem a confiança dos cidadãos no sistema bancário.

Fototermin der sieben Finanzminister beim G7 Treffen am 10.10.2008 in Washington

G7 define plano de ação durante reunião em Washington

O acordo firmado em Washington vai ao encontro das posições do presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que defenderam ações conjuntas das maiores economias do mundo para enfrentar a crise. Mas o acordo não cita nenhuma política concreta a ser adotada em conjunto.

Encontro com Sarkozy

Neste sábado, Merkel se encontrou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Colombey-les-deux-Églises, na região de Champanhe, onde estão os restos mortais de Charles de Gaulle. Há 50 anos, De Gaulle recebeu no local o então chanceler federal alemão Konrad Adenauer num gesto de reaproximação dos dois países separados pela Segunda Guerra.

O encontro entre Merkel e Sarkozy aconteceu um dia antes da reunião de líderes da zona do euro. Sarkozy disse que ele e a premiê alemã têm a mesma visão sobre a crise. "A Europa só será capaz de agir se a França e a Alemanha trabalharem juntas na mais absoluta confiança", afirmou o presidente francês.

Merkel disse que os mercados devem ser redirecionados para servir o cidadão e não para levá-lo à ruína. Ela voltou a descartar um fundo europeu de ajuda a bancos e a defender a ação coordenada dos países da União Européia.

Leia mais