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Economia

Governo alemão impede fechamento de fábrica da Bombardier

Indústria de equipamentos ferroviários em Ammendorf tem produção garantida até 2004.

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Fábrica da Bombardier, no leste da Alemanha

Após meses de turbulências, protestos e negociações, chega ao fim o impasse em relação ao futuro da fábrica da Bombardier em Ammendorf, próxima à cidade de Halle, no leste da Alemanha. Uma assembléia de funcionários, nesta segunda-feira (28), contou com a presença do chanceler alemão, Gerhard Schröder, e do governador do Estado da Saxônia-Anhalt, Reinhard Höppner.

Schröder anunciou que a indústria deverá continuar em funcionamento. No entanto, o chefe de governo disse que "a produção está garantida a médio prazo" e, por isso, a empresa de equipamentos ferroviários terá que encontrar uma solução para garantir sua existência a curto prazo.

A Bombardier anunciara o fechamento de suas fábricas no leste alemão em novembro do ano passado. Com poucas encomendas para o ano fiscal vigente, a fábrica de Ammendorf não conseguiria manter a sua produção e teria que despedir seus 900 funcionários. O anúncio do fechamento provocou uma série de protestos e chamou a atenção do chanceler, que desde então tem se engajado para salvar a fábrica.

Segundo Schröder e Höppner, "a redução da jornada de trabalho será inevitável". O maior desafio é atravessar a má conjuntura do ano vigente, pois para 2003 o número de encomendas já é suficiente para manter a produção.

O governo estadual pretende adquirir parte do terreno da Bombardier na região para construir um complexo empresarial. A idéia é oferecer terrenos a outras empresas para formar um centro de produção, reparação, serviço e pesquisas na área ferroviária. Com a medida, espera-se aumentar a oferta de emprego na região.

Destino incerto – O governo parece ter solucionado apenas parte dos problemas da Bombardier na Alemanha. A outra indústria do grupo, situada em Vetschau, no sul de Brandemburgo, terá um destino diferente. A fábrica de plataformas giratórias também está na corda bamba e, por isso, deixará de fazer parte do grupo Bombardier. A perspectiva é colocá-la à venda ou que os funcionários assumam parte da empresa. Do contrário, 110 trabalhadores perderão seus empregos.