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Mundo

Governo alemão está na corda bamba

Para garantir a sobrevivência do seu gabinete, chanceler federal terá que lutar por maioria da coalizão para uma ação militar na luta antiterror. Ele depende de sete votos e cinco já parecem perdidos.

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Presidenta do Partido Verde, Claudia Roth, acusa chanceler federal, Gerhard Schröder, de fazer "chantagem"

O futuro da coalizão de governo da Alemanha permanece incerto. As cúpulas partidárias acham, contudo, que aumentou a probabilidade de o chanceler federal, Gerhard Schröder, ganhar na próxima sexta-feira o voto de confiança que pediu ao Parlamento, em Berlim. Ante a falta de uma maioria das bancadas governistas social-democrata (SPD) e verde para aprovar o envio de 3900 soldados à guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo, Schröder formalizou hoje o requerimento de uma moção de confiança, como anunciara na terça-feira.

Para que o seu governo não fique vulnerável, o chefe de governo condicionou a existência do gabinete vermelho-verde à aprovação da missão militar com maioria própria. A presidenta do Partido Verde, Claudia Roth, qualificou a combinação como "pura chantagem". Três deputados verdes e dois social-democratas confirmaram que votarão contra a operação militar. Schröder pode suportar no máximo sete votos contra dentro das bancadas governistas.

A oposição democrata-cristã (CDU), social-cristã (CSU) e liberal retirou o apoio que tinha prometido para aprovar a ajuda militar alemã aos EUA na luta antiterror antes de o chefe de governo ter atrelado a questão a uma moção de confiança.

Tanto as cúpulas da situação quanto as da oposição se mostraram, todavia, confiantes de que as bancadas governistas conseguirão a maioria absoluta de 334 votos para aprovar o voto de confiança e a conseqüente sobrevivência do gabinete. A presidenta do Partido Verde, Claudia Roth, acha que a vitória da Aliança do Norte sobre os talibãs mudou a situação no Afeganistão e que isto contribuirá para que os oito deputados verdes que anunciaram o voto contra a missão militar reavaliem sua posição. A presidenta do maior partido oposicionista (CDU), Angela Merkel, a maior interessada numa queda do governo Schröder, também avalia que, por questão de disciplina, os verdes vão garantir a maioria simples de votos para aprovação do plano militar oficial.

Liberais - O líder do Partido Liberal, Wolfgang Gerhard, parece igualmente convencido de que Schröder ganhará a parada. Os liberais são os candidatos naturais para suceder os verdes numa eventual nova coalizão, se o Parlamento rejeitar o voto de confiança solicitado pelo chefe de governo. Neste caso, o presidente dos liberais, Guido Westerwelle, seria o novo ministro do Exterior, no lugar do representante do Partido Verde, Joschka Fischer. O ministro Fischer é o político mais popular da Alemanha, segundo pesquisas. Uma vez ou outra, ele só perde para Schröder.

Assim como o chefe de governo e presidente do SPD, Schröder, o líder do maior partido governista, Peter Struck, mostrou-se confiante que a crise do governo acabará sexta-feira com a aprovação da missão militar e do voto de confiança. O secretário-geral do SPD, Franz Müntefering, disse que o seu partido quer manter a coalizão com os verdes depois das eleições parlamentares de 2002, mas advertiu que se o voto de confiança for rejeitado agora será o fim da aliança com os verdes.

Eleições antecipadas - Müntefering deixou claro que se o voto de confiança for rejeitado, as eleições marcadas para dentro de um ano serão antecipadas para o final de janeiro e depois o SPD irá procurar outro parceiro para governar. Eleições antecipadas representariam o fim dos verdes, segundo todos os institutos de pesquisas. O Instituo Forsa anunciou hoje que 56% dos alemães querem novas eleições, caso a coalizão social-democrata e verde fracasse sexta-feira.