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Alemanha

Governo alemão destinará 6 bilhões de euros em assistência para migrantes

Os dois partidos da grande coalizão do governo alemão, CDU e SPD, chegaram a um acordo sobre pacote de medidas para a política de asilo. Merkel diz que atitude dos alemães "nos deixa orgulhosos do nosso país".

A coalizão da chanceler federal alemã Angela Merkel definiu um orçamento de 3 bilhões de euros (12,9 bilhões de reais) para assistência aos migrantes que estão chegando à Alemanha, além de outros 3 bilhões de euros para ajudar os estados e municípios.

Durante o encontro, na noite deste domingo (06/09), os líderes dos partidos União Democrata Cristã (CDU), o bávaro União Social Cristã (CSU) e Partido Social Democrata (SPD) ficou acertado também que a assistência será prestada prioritariamente na forma de itens básicos, e não em dinheiro. O tema foi um importante ponto de conflito durante a reunião.

A decisão sobre um orçamento específico para a situação migratória foi tomada depois que milhares de migrantes, principalmente sírios, chegaram à Alemanha no final de semana. Muitos dos refugiados ficaram dias esperando para se deslocar da Hungria, caminhando e dormindo com suas famílias a céu aberto. Eles foram recebidos nas estações de trem da Alemanha e levados a acomodações temporárias.

Mekel agradeceu aos voluntários que lidaram com o fluxo de migrantes exaustos que chegaram durante o fim de semana, mas lembrou nesta segunda-feira que uma resposta europeia para a questão é urgente.

"Nós tivemos um fim de semana comovente", disse Merkel, acrescentando que os esforços dos cidadãos comuns em apoio aos milhares de refugiados que chegaram "pintou uma imagem da Alemanha que nos deixa orgulhosos do nosso país".

Ela e o vice-chanceler, Sigmar Gabriel, ressaltaram, porém, que não é possível alguns poucos países na Europa suportarem a maior parte do fardo, e ambos pressionaram por uma solução europeia.

A França anunciou nesta segunda-feira que deve acolher 24 mil refugiados nos próximos dois anos. A Alemanha se comprometeu com 31 mil. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deve apresentar na quarta-feira um plano para acolher 120 mil refugiados, que devem ser distribuídos entre os países-membros da UE.

MP/dpa/ap

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