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Economia

Governo alemão defende viabilidade do Transrapid

Pesquisas apontam rentabilidade econômica e viabilidade de uso do trem magnético, que poderá ser construído em Munique e nos centros urbanos do Vale do Ruhr.

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Trem magnético de alta velocidade, que poderá ser construído em dois estados alemães

Os dois projetos são economicamente rentáveis e viáveis do ponto de vista técnico e de uso, de acordo com um estudo apresentado pelo Ministério dos Transportes, nesta segunda-feira em Berlim, pelo titular da pasta, o ministro Kurt Bodewig.

Tanto para a linha operacional que ligaria o aeroporto ao centro de Munique, a capital do Estado da Baviera, quanto a que reforçaria a malha de transportes nos centros urbanos da região do Vale do Ruhr, as pesquisas mostram "os mesmos resultados positivos de custo-benefício", segundo Bodewig.

Custos - A polêmica, no entanto, gira em torno do financiamento dos projetos de custos astronômicos. Enquanto o empresariado do país defende o início imediato da construção do Transrapid, que poderia estar pronto para a Copa do Mundo de 2006, a ser realizada na Alemanha, políticos como os verdes – que participam da coalizão de governo – são conhecidos pela resistência ao projeto de enormes custos para os cofres do país.

Bodewig se negou a comentar se os 2,3 bilhões de euros, estimados por alto para o início da construção do trem magnético, poderiam em parte vir do fracassado projeto do trem magnético Berlim-Hamburgo. Os Estados alemães envolvidos, bem como a Companhia Ferroviária Alemã (Deutsche Bahn AG), deverão emitir pareceres sobre o caso.

Rapidez - O Secretário de Economia da Renânia do Norte-Vestfália, Ernst Schwanhold, exigiu do governo federal uma "decisão rápida" sobre o financiamento do projeto em seu Estado. Este seria o pré-requisito para que a Assembléia Legislativa dê, ainda em fevereiro próximo, o sinal verde para o planejamento concreto do primeiro trem de levitação eletromagnética do país.

Segundo Schwanhold, um contingente ainda maior de passageiros do que o apontado nas pesquisas do Ministério dos Transportes iria optar pelo Transrapid no lugar do carro. O Estado da Renânia do Norte-Vestfália estima que o novo trem suspenso teria um total de 35 milhões de usuários por ano.

O Metrorapid ligaria as regiões do Reno e do Vale do Ruhr, com percursos de apenas dez minutos entre as cidades de Dortmund, Bochum, Essen, Duisburg e Düsseldorf. Numa segunda fase do projeto, planeja-se a expansão da linha do trem magnético até Hagen e Wuppertal e mais tarde até Colônia. Apenas o "percurso básico" de 78,9 quilômetros do Metrorapid, que ligaria Dortmund a Düsseldorf, custaria aos cofres do Estado 3,2 bilhões de euros.

Em Munique, o trem magnético deveria reduzir o tempo de viagem entre o aeroporto e o centro da cidade, percurso feito hoje em 40 minutos com o trem de superfície convencional. Com o Transrapid, o trecho poderia ser percorrido em menos de dez minutos. O Estado da Baviera espera que cerca de sete milhões de passageiros utilizem, por ano, o trem magnético.

Críticas - Várias organizações de proteção ao meio ambiente, além do Partido Verde, duvidam da eficácia dos projetos. "É necessário examinar com cuidado até que ponto isso faz sentido para a política de transportes", afirma Albert Schmidt, especialista do PV. Principalmente no caso de Munique, segundo Schmidt, os milhares de euros gastos na construção do trem magnético iriam faltar na expansão da malha ferroviária local. "Com uma fração dos bilhões do Transrapid, poderia ser construído um trem expresso entre o aeroporto e o centro da cidade", completa Schmidt.

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