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Mundo

Governo alemão declara infundadas acusações de colaboração com NSA

Para Berlim, o caso está encerrado. Mas protestos prosseguem em mais de 30 cidades alemãs. Nos EUA, pai de Snowden apela a Obama em defesa do informante, e pede que presidente promova fim dos abusos de vigilância.

O presidente do Departamento Federal alemão de Proteção da Constituição (BfV, sigla em alemão), Hans-Georg Maassen, declarou infundadas as acusações de que o serviço secreto do país haveria colaborado com as atividades internacionais de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.

Deutschland Hans-Georg Maaßen Präsident Bundesamt für Verfassungsschutz PK in berlin

Hans-Georg Maassen afirma não haver pistas de interceptação de dados na Alemanha

"No tocante às supostas irregularidades por parte dos serviços de informações alemães, fica constatado: não restou nada [a ser esclarecido]", declarou Maassen ao jornal Die Welt, acrescentando: "A única coisa que ainda não sabemos é: o que é, exatamente, o [programa da NSA] Prism? O que os americanos fazem com ele nos Estados Unidos?". Segundo ele, o departamento que chefia não há nenhum indicador de que dados tenham sido interceptados na Alemanha.

Segundo Maassen, nem haveria a necessidade de ter essas pistas. "A maioria dos servidores se localiza, afinal de contas, nos EUA. Por eles transitam os dados de finanças e de cartões de crédito, assim como a comunicação nas redes sociais." Além disso, a maior parte dos cabos informáticos passa por território norte-americano.

Protestos na Alemanha

O Prism é um programa clandestino do serviço secreto dos EUA para interceptação em massa de dados informatizados. Ele veio a público em maio último por meio de revelações de Edward Snowden, ex-contratado da CIA e da NSA atualmente foragido.

Hans-Georg Maassen elogiou o fato de a NSA ter entregue ao governo alemão um primeiro comunicado oficial sobre o Prism, contribuindo, assim, para o esclarecimento público. O presidente do BfV voltou a rechaçar as acusações de que o órgão que encabeça estaria empregando software de espionagem fornecido pela agência norte-americana. Segundo ele, o programa XKeyscore serve à análise de dados, não à interceptação.

Neste sábado (27/07), em mais de 30 cidades alemãs ocorreram protestos contra a vigilância estatal e a favor dos direitos civis. Sob o slogan Stop watching us! ("Parem de nos vigiar!"), milhares de pessoas foram às ruas nas principais cidades alemãs, como Berlim, Frankfurt e Hamburgo. As manifestações foram organizadas por uma aliança formada por partidos como o Pirata, Verde, A Esquerda e Social Democrata, juntamente com diversas ONGs.

EU-Datenschutz - Nackter Protest vor dem Innenministerium

Ativistas do Digitalcourage protestam em junho diante do Ministério alemão do Interior

Apelo de pai a Obama

Paralelamente aos trâmites diplomáticos em torno do destino de Edward Snowden, o pai do informante foragido divulgou na sexta-feira uma carta endereçada ao presidente dos EUA, Barack Obama, apelando para que ele e o procurador-geral norte-americano, Eric Holder, "retirem a queixa criminal em curso contra Edward".

Antes, Holder assegurara por escrito ao governo russo que, contrariando informações anteriores, o ex-consultor da NSA de 30 anos não correria ameaça de pena de morte como traidor, caso Moscou o entregasse à Justiça dos EUA. Desde 23 de junho, Snowden está confinado à zona de trânsito do Aeroporto Internacional Sheremetyevo, em Moscou, pois seu passaporte foi cancelado.

Lon Snowden já se manifestara publicamente três semanas atrás, classificando como corajosas e honoráveis as revelações de seu filho. Logo no início do documento, Lon Snowden e seu advogado, Bruce Fein, evocam o conceito de desobediência civil, defendido pelo filósofo abolicionista norte-americano Henry Thoreau (1817-1862).

Lon Snowden

Lon Snowden defende incondicionalmente atos do filho "whistleblower"

"O senhor [Obama] está agudamente ciente de que a história da liberdade é uma história da desobediência civil contra leis ou práticas injustas. Como pregava Edmund Burke [político irlandês, 1729-1797]: 'Para o triunfo do mal, basta que os homens de bem se calem'".

Os signatários condenam como "sem consciência e indefensável" o zelo da administração Obama em punir "Mr. Snowden por seu exercício de dever civil", visando "proteger processos democráticos e salvaguardar a liberdade".

Além disso, Snowden e Fein instam Obama a promover a legislação que dê fim aos abusos de vigilância pela NSA revelados pelo ex-consultor. "Tais atos presidenciais marcariam sua mais gloriosa hora constitucional e moral", finalizam.

AV/dpa/afp/ap/epd

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