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Economia

Governo alemão critica programa de compra de títulos do BCE

Reunidos em Milão, ministros de Finanças da UE discutem estratégias para acelerar crescimento econômico do bloco. Na ocasião, representantes alemães criticam a planejada compra de títulos pelo Banco Central Europeu.

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Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças, em reunião em Milão

Futuramente, a União Europeia pretende se dedicar mais a programas de apoio para aquecer a economia. E, nesse contexto, o Banco Europeu de Investimento (BEI) deve assumir um papel de maior importância, decidiram neste sábado (13/09) os ministros europeus de Finanças reunidos em Milão, na Itália.

Segundo a Comissão Europeia, o instituto sediado em Luxemburgo deverá elaborar uma lista de projetos destinados a promover o crescimento e, por isso, passíveis de receber um maior apoio do bloco. Os resultados deverão ser discutidos pelos ministros europeus, possivelmente em outubro, em Luxemburgo.

No ano passado, o crescimento econômico médio na UE foi de somente 0,1%. Atualmente, cerca de 25 milhões de pessoas estão desempregadas e especialistas não acreditam que a economia do bloco irá se recuperar rapidamente.

No encontro, o ministro alemão das Finanças, Wolfang Schäuble, defendeu uma ação mais eficaz dos meios disponíveis e mais estímulos para investidores privados. "Não é devido à falta de possibilidades de financiamento", disse Schäuble.

O ministro afirmou também que as condições de investimentos precisam ser melhoradas. Schäuble sugeriu a instalação de uma rede de bancos de apoio ao desenvolvimento na UE e fez alusão ao documento franco-alemão com vista ao aquecimento da economia.

Securitização arriscada

Outro tema também dominou o encontro ministerial da União Europeia. Schäuble afirmou em Milão que a Alemanha não vai assumir nenhuma garantia para operações arriscadas de securitização planejadas pelo Banco Central Europeu (BCE).

A securitização implica a compra de títulos atrelados a ativos como empréstimos a empresas e hipotecas. A compra deve estimular o mercado para tais papéis, e os bancos a fazer os empréstimos que compõem esses ativos. A securitização, no entanto, transfere o perigo associado a títulos arriscados para os investidores que os adquirem.

Jens Weidmann Präsident der Deutschen Bundesbank beim ECOFIN in Mailand

Jens Weidmann: conta pode ser paga pelo contribuinte

"Nós dissemos explicitamente: nenhuma garantia estatal. E em nenhum momento pensamos que o BCE devesse comprar tais títulos", declarou Schäuble neste sábado.

Na última sexta-feira, o presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou que para uma inclusão posterior de títulos de maior risco seriam necessárias garantias estatais.

Risco de transferência

Segundo Schäuble, embora seja preciso trabalhar para que os instrumentos que ganharam má reputação após a crise financeira possam ser melhorados um pouco, é necessário assegurar que os títulos a ser comprados sejam de alta qualidade. Esse é o teor do documento preparado pela Alemanha e França e anunciado na semana passada, disse o ministro.

Em Milão, o presidente do Banco Central alemão, Jens Weidmann, também expressou dúvidas sobre o programa de compras do BCE. "É preciso ter em mente o risco de transferência que advém de tal programa", afirmou Weidmann.

Esse é o caso quando se assumem concentradamente papéis de determinados países ou emitentes. "Pois, no final, os riscos que advêm desses papéis são assumidos pelo contribuinte", disse Weidmann.

CA/dpa/rtr/ap

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