Governo alemão chama eleição no Zimbábue de farsa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 28.06.2008
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Mundo

Governo alemão chama eleição no Zimbábue de farsa

União Européia e Estados Unidos condenam eleição presidencial no Zimbábue e afirmam que Robert Mugabe não tem legitimidade para governar. Atual presidente deverá ser apontado vencedor após desistência da oposição.

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O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, vota em Harare, capital do país

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e a ministra da Ajuda ao Desenvolvimento, Heidemarie Wieczorek-Zeul, disseram neste sábado (28/06) que o segundo turno da eleição presidencial no Zimbábue foi uma farsa e pediram o fim do regime de Robert Mugabe.

"O reinado de Mugabe deve acabar", declarou Steinmeier à agência de notícias Reuters. "Quem sustenta seu domínio na violenta eliminação de seus adversários não pode requerer legitimidade", disse o ministro. Segundo Wieczorek-Zeul, a comunidade internacional não reconhecerá o novo governo. "Mugabe não tem legitimidade para governar", afirmou a ministra ao jornal Welt Am Sonntag .

Mugabe concorreu como candidato único no segundo turno da eleição presidencial no Zimbábue, realizado nesta sexta-feira. O candidato de oposição, Morgan Tsvangirai, renunciara à sua candidatura devido aos violentos ataques contra seus partidários. Tsvangirai venceu o primeiro turno com 47,9% dos votos, segundo os números oficiais. Mugabe alcançou 43,2%.

EUA preparam sanções

Morgan Tsvangirai Oppositionsführer in Simbabwe

Oposicionista Morgan Tsvangirai renunciou após violência

Na sexta-feira, em Kyoto, os ministros das Relações Exteriores do G8 declararam que não reconhecerão a legitimidade de um governo que "não reflita a vontade do povo zimbabueano" e disseram lamentar "as ações das autoridades zimbabueanas – violência sistemática, obstrução e intimidação – que tornaram impossível uma eleição presidencial livre e justa".

A União Européia (UE) também adotou um tom mais duro em relação ao Zimbábue. "A UE reserva-se a possibilidade de adotar medidas contra os responsáveis pelos trágicos acontecimentos dos últimos meses", afirmou uma declaração divulgada neste sábado pela presidência eslovena.

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse neste sábado que os Estados Unidos e outros membros da ONU estão trabalhando numa resolução do Conselho de Segurança que envie um claro sinal de dissuasão ao governo de Mugabe e que poderá incluir sanções. Rice também chamou a eleição de farsa.

Também o presidente George W. Bush disse que os Estados Unidos estudam sanções contra o "ilegítimo" governo Mugabe.

Mugabe, de 84 anos, sendo 28 deles no poder, deverá ser apontado vencedor do segundo turno da eleição presidencial neste domingo, quando também deverá assumir mais um mandato.

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