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Economia

Governo alemão aumentará ajuda ao desenvolvimento para 0,33% do PIB

Alemanha equipara-se, assim, à média destinada pela União Européia. A ministra alemã da Cooperação Econômica propôs um novo pacto de desenvolvimento entre países ricos e pobres.

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Ministra Heidemarie Wieczorek-Zeul

A Alemanha aumentará os recursos destinados à ajuda ao desenvolvimento. O anúncio será feito pela ministra alemã da Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul, na conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento e seu financiamento, que começa segunda-feira (18), em Monterrey (México). O orçamento de sua pasta, que este ano é de 3,8 bilhões de euros, será incrementado em cerca de 150 milhões de euros por ano até 2006. Assim, as verbas alemãs da ajuda ao desenvolvimento, que atualmente perfazem 0,27% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, aumentarão para 0,33% do PIB.

Outros países da União Européia, que ainda não cumpriram a meta de destinar 0,7% do PIB à ajuda ao desenvolvimento, também se comprometeram a se esforçar nesse sentido. O chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, interferiu pessoalmente para desfazer as objeções do ministro das Finanças, Hans Eichel, contrário ao aumento.

Desenvolvimento como parte do conceito de segurança

Para Schröder, a cooperação para impulsionar o desenvolvimento assume uma importância cada vez maior no marco de um conceito amplo de segurança. Todos os partidos políticos elogiaram o aumento das verbas, após a declaração da ministra Wieczorek-Zeul. "Nós partilhamos a opinião do Banco Mundial e das Nações Unidas de que é preciso incrementar substancialmente os recursos públicos da cooperação em prol do desenvolvimento. A União Européia se comprometeu a cumprir, o mais rápido possível, a meta de destinar 0,7% do PIB, de forma a haver progressos concretos ainda antes do Encontro de Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável", expôs.

Os países da UE aplicam atualmente 0,33% do PIB na cooperação econômica, com o que a Alemanha estará apenas equiparando sua contribuição à média européia. A Holanda e alguns países escandinavos estão bem acima dela. Se todos os países derem pelo menos 0,33% do seu PIB até 2006, a porcentagem européia saltará para 0,39% em média. Essa é a posição que os ministros europeus levarão à conferência sobre financiamento, no México.

Pobreza e terrorismo - A estratégia de fortalecer a cooperação econômica é a melhor forma de combater a pobreza e, ao mesmo tempo, evitar a expansão do terrorismo internacional. "Eu comparto a avaliação de que é preciso fazer de tudo para evitar acontecimentos que favoreçam a violência no mundo. É certo que não há uma relação direta entre pobreza e terrorismo, mas jovens que não têm a mínima perspectiva de futuro são muito mais suscetíveis à violência do que outros, que vêem uma saída", disse o porta-voz da bancada da União Democrata Cristã e União Social Cristã, Klaus-Jürgen Hedrich.

Pacto prevê novo perdão de dívidas e imposto Tobin

Heidemarie Wieczorek defendeu um novo pacto entre países industrializados e em vias de desenvolvimento. Os ricos precisam demonstrar que estão realmente dispostos a concretizar suas bem-intencionadas declarações sobre solidariedade internacional e cooperação. A ministra alemã conclamou a comunidade internacional a aderir a esse pacto no encontro de cúpula sobre desenvolvimento, que se realizará este ano, em Johanesburgo.

Os países industrializados deveriam mencionar cronogramas concretos de quando pretendem atingir a meta de 0,7% do PIB, além de aprovar uma nova iniciativa de desendividamento dos países pobres e novas formas de financiar programas de desenvolvimento. Sobre este último item, a ministra acha que não se deve descartar a introdução de um imposto internacional sobre as transferências de capital, o chamado imposto Tobin, que leva o nome do economista norte-americano James Tobin, detentor do Prêmio Nobel, falecido esta semana.