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Mundo

Governadora da Carolina do Sul demanda remoção de bandeira confederada

Líder Nikki Haley lembra valor histórico, mas diz que estandarte remete à Guerra Civil e à escravidão e "não representa o futuro de nosso estado". Pedido vem menos de uma semana após massacre em igreja em Charleston.

"É hora de retirar a bandeira do capitólio", disse a governadora do estado da Carolina do Sul, Nikki Haley, nesta segunda-feira (22/06), citando o estandarte formado por uma cruz azul com estrelas brancas contra um fundo vermelho, que remonta ao tempo da escravidão e foi usado pelos estados do sul separatista durante a Guerra Civil dos Estados Unidos de 1861 a 1865.

"Minha esperança é que através da remoção de um símbolo que nos divide, podemos avançar como um estado em harmonia e honrar as nove almas abençoadas que agora estão no céu", disse Haley.

A demanda da governadora republicana veio menos de uma semana após o massacre que matou seis mulheres e três homens na

Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel

, em Charleston, que ocorreu na última quinta-feira.

Num site descoberto no sábado, que foi aparentemente criado pelo acusado do tiroteio Dylann Roof, inclui um manifesto enaltecendo a supremacia branca e fotografias do jovem de 21 anos segurando a bandeira da armada confederada – a mesma ainda exposta no capitólio da Carolina do Sul – e uma arma.

"Símbolo de ódio"

Em apoio à governadora, o prefeito democrata de Charleston, Joseph Riley, disse que "chegou a hora de a bandeira de batalha da Confederação ser removida de um posto público em frente ao capitólio para um lugar de História – o museu do estado, o museu militar e de relíquias da Confederação".

"Muitos anos atrás, a bandeira da armada confederada foi apropriada como um símbolo de ódio", disse Riley, argumentando que ela foi usada pelo Ku Klux Klan e outros opositores à "igualdade entre as raças".

Patrimônio e honra

No fim de semana, milhares de manifestantes se reuniram em frente ao edifício legislativo da Carolina do Sul na capital do estado, Columbia, exigindo a retirada da bandeira.

Além disso, uma petição no site liberal MoveOn.org também está exigindo a remoção de "todas as bandeiras confederadas de lugares governamentais" obteve mais de meio milhão de assinaturas desde o tiroteio.

Apesar das ligações com a escravidão e o ódio racial, há quem repreende os protestos e a demanda da governadora, descrevendo a bandeira como um símbolo do patrimônio e uma forma de honrar os sacrifícios de seus antepassados na guerra de quatro anos.

A governadora, em seu discurso, reconheceu ambos os pontos de vista sobre a bandeira, mas sublinhou que chegou o momento em seguir adiante. "Essa bandeira, enquanto parte integrante de nosso passado, não representa o futuro de nosso grande estado", disse.

PV/rtr/dpa/afp

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