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Esporte

Goleada sobre Kuwait pouco ajuda à Alemanha

Desfalques na própria equipe e fraqueza do adversário tiram valor do amistoso que deveria testar a Seleção Alemã com vistas à estréia na Copa do Mundo. Goleada de 7 a 0 não reflete desempenho, mas apenas superioridade.

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Bierhoff cerra os punhos ao vibrar com o primeiro de seus três gols contra o Kuwait

Diante do desfalque de 12 jogadores, o técnico da Seleção Alemã, Rudi Völler, já havia anunciado que a partida amistosa contra o Kuwait, na noite de quinta-feira, não serviria de teste para a Copa do Mundo. Talvez estivesse preferindo a cautela, preparando todos para o pior, diante do desconhecido adversário e do imprevisível desempenho da própria equipe, integrada por Deisler ainda fora de forma após longa pausa devido a uma lesão, dois atacantes reservas em seus times e que não marcaram nenhum gol na última temporada e um lateral tomado emprestado à seleção sub-21.

Neste sentido, os 7 a 0 sobre o Kuwait chegaram a ser uma grata surpresa e podem deixar impressionados aqueles que não acompanharam a partida. O amistoso, na verdade, teve quase caráter de jogo treino. A bola rolou com calma, sem grandes disputas. A equipe árabe mostrou por que nem sequer passou da primeira fase das eliminatórias asiáticas para a copa. Desorientada enquanto equipe, fraca em valores individuais. O quinto gol foi bem representativo. Dois zagueiros correram para evitar que a bola entrasse e ambos tentaram chutar a bola. Acabaram eles próprios fazendo o gol, se chocando e caindo na rede.

Superioridade - Para dar a goleada, a Seleção Alemã não precisou esforçar-se. Bastou estar em campo e jogar como se estivesse num treino ou mesmo de férias. Tomar a bola era facílimo. Passar pela defesa kuwaitiana, então, nem se fala. A superioridade física e técnica do futebol tricampeão do mundo era evidente, apesar de estar longe de seus áureos tempos.

Tal como esperado, a primeira partida da história entre as duas seleções serviu apenas para alguns jogadores voltassem a entrar em campo e buscassem a forma de melhores épocas. No meio-campo, o jovem Deisler revelou ainda estar longe daquilo que se espera – e se precisa! – dele. Fôlego até teve para agüentar 62 minutos, mas o armador por várias vezes errou seus passes. Sentiu a falta de prática.

Fim do jejum - Os atacantes quebraram seus jejuns de gols, mas nem por isto desencantaram. No primeiro que marcou, Bierhoff estava na banheira e só precisou escorar a bola. Seu terceiro tento foi de pênalti (duvidoso, aliás). Somente no segundo mostrou classe, ao deslocar o goleiro com um toque sutil na bola. Apesar disto, foi escolhido pela revista esportiva Kicker como o destaque da partida.

Seja por preferir o jogo em equipe ou por receio de errar, Jancker tabelou mais do que tentou investidas individuais. "Jancker precisa aprender que os gols fáceis também valem", observou o técnico Völler após a partida. Fazer o sétimo gol do jogo foi praticamente um alívio para o centroavante do Bayern de Munique.

Testes - Das experiências feitas por Völler, talvez tenha agradado apenas o desempenho dos jogadores sub-21 (o lateral esquerdo Rahn jogou todos os 90 minutos; outros três entraram no segundo tempo). O atacante Klose, que deverá ser titular na copa, atuou improvisado na meia esquerda. Na posição, pouco fez de útil. Seu lugar é mesmo na frente, brigando pela bola na área.

Apesar disto tudo, talvez os 7 a 0 possam impressionar alguém. Quem sabe a Arábia Saudita, primeira adversária da Alemanha na Copa do Mundo e que, durante a Copa do Golfo, em janeiro, não conseguiu mais do que um empate de 1 a 1 com o Kuwait. A torcida alemã, porém, prefere aguardar os próximos amistosos, contra País de Gales, na próxima terça-feira, e Áustria, no sábado 18, para melhor julgar o selecionado nacional. Somente nesta última partida o técnico poderá dispor de todos os seus convocados, uma vez que o Bayer Leverkusen ainda disputará a final da Liga dos Campeões na quarta-feira.

Alemanha 7 x 0 Kuwait, Freiburg, 9 de maio de 2002

Alemanha: Kahn; Linke e Metzelder; Frings, Jeremies, Kehl (Ernst) e Rahn; Deisler (Freier) e Klose; Jancker e Bierhoff (Bierofka).

Kuwait: Khalidi; Abdul-Rahman, Al-Marta, Shamari e Zayed (Khaled); Al-Tayyar; Mutairi (Najem), Buraiki, Jumah (Al-Failakawi) e Kamal; Saad (Ajab)

Gols: Frings (1x0), Bierhoff (2x0), Deisler (3x0), Bierhoff (4x0), Shammari (5x0, contra), Bierhoff (6x0, de pênalti) e Jancker (7x0).

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