GM desiste de garantias estatais para reestruturar a Opel | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 16.06.2010
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Economia

GM desiste de garantias estatais para reestruturar a Opel

Uma semana depois de o governo alemão se recusar a conceder ajuda financeira, GM anuncia que usará somente recursos próprios para reestruturar a Opel. Plano de saneamento, que prevê corte de 8.300 empregos, será mantido.

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Sede da Opel em Rüsselsheim, no estado alemão de Hessen

A montadora norte-americana General Motors (GM) anunciou nesta quarta-feira (16/06) que não vai mais recorrer a garantias estatais de governos europeus para sanear a subsidiária Opel, acrescentando que financiará a reestruturação com meios próprios.

Inicialmente, a empresa tinha pedido garantias de 1,8 bilhão de euros aos governos de países onde mantém fábricas: Alemanha, Espanha, Polônia, Bélgica, Áustria e Reino Unido – onde tem a marca Vauxhall.

A decisão de usar somente recursos próprios para contornar a crise vem uma semana depois de o governo alemão ter negado garantias à montadora. Além disso, a General Motors teve lucro no primeiro trimestre, o que não acontecia havia três anos.

"Nós não podemos nos permitir novas negociações demoradas e complexas nem um financiamento não garantido", justificou Nick Reilly, chefe da Opel, ao comunicar a decisão da GM. Reilly disse que a Opel se vê obrigada a agir com rapidez, e o processo para obter as garantias poderia demorar vários meses.

Do governo alemão, a GM esperava obter garantias de 1,1 bilhão de euros, a metade proveniente do governo federal e a outra metade dos estados em que a montadora possui fábricas.

Mesmo sem o dinheiro público, a empresa segue necessitando de 3,3 bilhões de euros para levar a cabo seu plano saneamento, que não será alterado, assegurou um porta-voz. O plano da Opel prevê o corte de 8.300 dos 48.000 postos de trabalho que a empresa tem na Europa. Na Alemanha, seriam extintas 4.000 vagas.

O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, contrário à ajuda estatal à Opel, saudou a decisão. "Eu sinto que minha decisão foi positiva", disse o político do FDP (Partido Liberal Democrático).

TM/afp/dpa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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