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Economia

Globalização dos correios alemães

Deutsche Post coleciona firmas como se fossem selos. Grupo alemão expande-se na Europa, Ásia, América Latina e nos Estados Unidos, mas fecha agências na Alemanha.

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Zumwinkel anuncia novas aquisições da empresa

Enquanto muitas multinacionais engavetaram seus planos de expansão em função da crise econômica, a Deutsche Post abocanha empresas concorrentes com a intenção de assumir a liderança nos mercados internacionais de correios, entrega expressa e logística. O avanço no mercado mundial, porém, ocorre paralelamente à redução dos serviços postais da empresa na Alemanha.

Depois das recentes aquisições de firmas menores na Itália, Turquia e no Chile, e da Securior Omega inglesa por 247 milhões de euros, o diretor-presidente do grupo, Klaus Zumwinkel, anunciou, nesta terça-feira (25), mais uma compra espetacular: a DHL, subsidiária da Deutsche Post, adquiriu a prestadora de serviços de entrega expressa norte-americana Airborne por 980 milhões de euros. Ao todo, a holding sediada em Bonn já conta com 648 empresas.

A Airborne, com 22.430 funcionários, é a terceira maior empresa do setor nos EUA, atrás apenas da FedEx e UPS. No ano passado, entregou 350 milhões de pacotes a 450 mil clientes nos Estados Unidos e faturou 3,3 bilhões de dólares. Segundo Zumwinkel, ela "complementa de forma ideal" a DHL, líder mundial no serviço de entrega expressa, mas que até agora tinha uma presença fraca no mercado norte-americano. Juntas, a DHL e a Airborne passam a ter uma participação de 21% nesse ramo nos EUA.

Logística - A compra da companhia norte-americana aproxima a Deutsche Post do objetivo de se tornar líder mundial no mercado de logística até 2005. O grupo alemão ainda teria reservas de caixa de US$ 800 milhões para novas aquisições. Atualmente, negocia uma participação majoritária de 74,9% na empresa de correios da Áustria e de 25% nos da Dinamarca.

Com sua rápida expansão, a Deutsche Post Worl Net , que desde 1998 assumiu o controle de 109 empresas alemãs e 539 estrangeiras, prepara-se para o fim do monopólio no setor postal alemão, que deve cair em 2007. Segundo Zumwinkel, é óbvio que o grupo perderá fatias do lucrativo mercado postal da Alemanha para novos concorrentes.

Briefträger auf Fahrrad

Faturamento com entrega de cartas diminui

Selos mais baratos - No ano passado, a entrega de cartas só representou 32% do faturamento de 39,3 bilhões de euros, mas ainda foi responsável por 70% do lucro bruto de 2,42 bilhões de euros. O lucro com as atividades postais em 2002, porém, caiu 15,4% em relação a 2001. A queda de preço dos selos, imposta pela agência reguladora do setor postal, no início deste ano, deve reduzir os lucros nesse segmento em mais 300 milhões de euros em 2003.

Para compensar, a Deutsche Post quer implementar um pacote de contenção de custos, que inclui o fechamento de 700 das 13 mil agências de correio na Alemanha, a fusão dos setores de entrega de pacotes e transporte aéreo de cargas e redução de pessoal.

Privatização - Cronicamente deficitária enquanto era estatal, a Deutsche Post AG tornou-se uma empresa global, após a privatização em 1995. Dos 39,3 bilhões de euros faturados no ano passado, 16 bilhões vieram das atividades no exterior. Em poucos anos, metade do faturamento deve ser gerada fora da Alemanha. Em 2002, o grupo foi forçado pela União Européia a devolver ao governo alemão 900 milhões de euros em subsídios não respaldados pela legislação econômica européia. Por isso, o lucro líquido acabou sendo de apenas 659 milhões de euros.

Com um total de 376 mil funcionários, a Deutsche Post World Net atua hoje em 220 países, formando uma rede de serviço global. Só a DHL tem 150 mil funcionários, 250 aviões de carga e 50 mil veículos de entrega. Na Grã-Bretanha e na Irlanda, assumiu o controle acionário da Securior Omega, especializada na entrega de pacotes, e planeja o ingresso nos serviços postais. Na Ásia, detém 5% do capital da Sinotrans, líder do setor de transportes e logística na China, e abriu, há poucas semanas, um novo centro de logística para a subsidiárias DHL e Danzas na Malásia. Apesar da guerra no Iraque, as filiais da Deutsche Post no Kuwait e nos países árabes vizinhos continuam funcionando normalmente.

O mercado financeiro ainda se mostra cético em relação à rápida expansão da Deutsche Post. As ações da empresa caíram na Bolsa de Valores de Frankfurt, após o anúncio da compra da Airborne. Analistas dizem que o preço pago foi alto demais e lembram que uma megalomania semelhante arruinou uma outra gigante da economia alemã: a companhia telefônica Deutsche Telekom.

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