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Mundo

Globalização é "tendência irreversível", diz Xi Jinping

Em forte contraste com protecionismo e política de "America First" de Trump, presidente da China manifesta apoio a acordos multilaterais enquanto busca se afirmar como líder do livre comércio mundial.

O presidente chinês, Xi Jinping (c.), é cumprimentado por Donald Trump em Pequim, em 9 de novembro de 2017

O presidente chinês, Xi Jinping (c.), é cumprimentado por Donald Trump em Pequim

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou nesta sexta-feira (10/11) que a globalização é uma "tendência histórica irreversível", se contrapondo a declarações de seu homólogo americano, Donald Trump, que pouco antes se pronunciara em defesa de sua política de America First ("Estados Unidos em 1º lugar").

Em encontro da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), Xi observou que a filosofia por trás do livre comércio internacional deve ser repensada, de modo a se tornar "mais aberta, equilibrada, equitativa e benéfica para todos". Ele defendeu acordos multilaterais, que, segundo afirmou, ajudam as nações mais pobres a se beneficiarem do comércio global.

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"Devemos apoiar o regime de comércio multilateral e praticar um regionalismo aberto, de modo a permitir que os países em desenvolvimento se beneficiem mais do comércio e dos investimentos internacionais", defendeu.

As declarações do líder chinês demonstraram amplo contraste em relação às de Trump, que saiu em defesa de sua política de America First, afirmado que Washington não vai tolerar práticas de comércio injustas ou fechamento de mercados e roubos de propriedade intelectual, numa aparente tentativa de reeditar as regras do comércio internacional.

O americano disse que seu país está pronto para fazer acordos com qualquer país da região do Indo-Pacífico, mas apenas se baseados no "respeito e benefícios mútuos".

"Quando os EUA iniciarem relacionamentos comerciais com outros países ou povos, iremos, a partir de agora, esperar que nossos parceiros sigam fielmente as regras", disse Trump no encontro na cidade vietnamita de Danang.

"Esperamos que os mercados sejam abertos em nível de igualdade em ambos os lados e que investimentos privados, não os estrategistas dos governos, dirijam esses investimentos."

Ele também criticou os tratados de livre comércio que abrangem diversos países, afirmando que seu governo dará preferência aos acordos bilaterais. Uma de suas primeiras ordens executivas após assumir a presidência dos EUA foi a de retirar os EUA da Parceria Transpacífico (TPP), que envolve 12 países. A decisão acabou sendo benéfica para Pequim.

A China se apressou em ocupar o vácuo deixado pela saída dos EUA da TTP elaborando sua própria versão do acordo, enquanto Xi busca se afirmar como o líder do livre comércio mundial.

RC/afp/rtr

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