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Mundo

Glenn Greennwald recebe renomado prêmio alemão de literatura

Revelações sobre a Agência Nacional de Segurança dos EUA, contadas no livro "Sem lugar para se esconder: Edward Snowden, a NSA e a espionagem do governo americanoio", levaram o prêmio Geschwister-Scholl 2014.

O controverso jornalista americano Glenn Greenwald ganhou o cobiçado prêmio alemão Geschwister-Scholl de literatura na noite desta segunda-feira (01/12) em Munique. A notícia pode causar certa irritação em Washington. Greenwald ficou famoso por participar do vazamento de documentos secretos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, em inglês).

O livro No Place To Hide, lançado no Brasil sob o título Sem lugar para se esconder: Edward Snowden, a NSA e a espionagem do governo americano, traz detalhes sobre as reuniões de Greenwald com Edward Snowden, ex-analista de sistemas da NSA.

O livro também trata dos problemas trazidos pelo programa de monitoramento americano para a democracia no mundo. Parte das revelações havia sido publicada anteriormente no jornal britânico The Guardian. Nos Estados Unidos, o livro ficou seis semanas na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.

O júri do Prêmio Geschwister-Scholl considerou a obra "esclarecedora" e disse que Greenwald demonstrou ter uma "grande coragem" ao revelar os documentos da agência americana. Além disso, os jurados afirmaram que, por meio do livro, o mundo "pode ter uma visão mais detalhada dos perigos do nosso tempo".

O nome do prêmio (Geschwister-Scholl ou Irmãos Scholl, em tradução literal) é uma referência a Hans e Sophie Scholl, membros do movimento estudantil de resistência Weisse Rose (Rosa Branca), que combateu o nazismo de forma pacífica. Eles foram presos e mortos em 1943.

O prêmio foi criado em 1980 e, a cada ano, procura reconhecer uma obra que tenha mostrado independência intelectual e lute pela defesa de liberdades civis e da coragem moral.

Entre os ganhadores do prêmio em outras edições estão o escritor chinês Liao Yiwu, o ex-ativista e atual presidente da Alemanha, Joachim Gauck, o controverso autor israelense David Grossman e a jornalista russa Anna Politkovskaya, que recebeu uma homenagem póstuma em 2007.

LR/dw/dpa