Gestores do setor energético poupam dinheiro e protegem o clima | Eficiência energética em Bangladesh | DW | 30.12.2010
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Eficiência energética em Bangladesh

Gestores do setor energético poupam dinheiro e protegem o clima

A Sociedade Alemã para Cooperação Técnica formou mais de oito mil gestores em energia na Ásia. E o número não para de crescer. Jens Burgtorf, funcionário da GTZ, explica o que fazem estes especialistas.

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Jens Burgtorf é técnico em energia e processos e trabalha para a GTZ na Índia

DW-WORLD.DE: A Sociedade Alemã de Cooperação Técnica (GTZ, do alemão) forma gestores em energia sobretudo na Índia, mas também em outros países asiáticos. Por que vocês realizam este trabalho?

Jens Burgtorf: Aqui na Índia, grandes empresas precisam contratar gestores em energia. Essa necessidade nasceu da discussão sobre como separar o desenvolvimento econômico indiano, marcado pelo crescimento, de tal crescimento no setor energético. Por isso, decidimos há alguns anos capacitar indústrias – sobretudo as maiores consumidoras – para produzir com maior eficiência energética. Percebemos, então, que seriam necessários gestores em energia. Eles devem ser capazes de assumir a responsabilidade por este setor nas empresas e tomar providências para que seja economizada energia. Eles também devem estar habilitados a informar as autoridades responsáveis pelos licenciamentos.

O que aprendem os gestores?

A maioria já possui uma formação correspondente: vêm da engenharia, da física ou da química. Eles são então treinados em novas tecnologias para uma produção energicamente eficiente em diferentes áreas, seja na indústria química, de papel, ou em usinas.

Quanto tempo dura o treinamento?

Os participantes fazem o treinamento paralelamente ao trabalho. Como eu disse, na Índia, as empresas grandes consumidoras de energia são obrigadas a contratar gestores do setor energético. Normalmente, as empresas procuram pessoas qualificadas em seu próprio quadro de funcionários e as mandam, então, para a formação complementar. O treinamento exige estudo individual, ou seja, todos os documentos necessários estão disponíveis na internet.

Assim, os futuros gestores podem se preparar para a prova, feita em Nova Déli, em conjunto com o escritório para eficiência energética do Ministério de Energia. Se os candidatos passam na prova, recebem um certificado e se tornam gestores em energia. A duração do treinamento é variável, não há um tempo pré-determinado. Os candidatos podem conseguir terminar rapidamente ou levar um ou dois anos, depende do quanto precisam se dedicar à vida profissional.

O site ao qual o senhor se referiu é o EneryManagerTraining.com. A página tem muitos acessos, mais de dois milhões. Como explicar tamanho sucesso?

A página não abriga somente o programa de estudos para os gestores em energia, mas também informações abrangentes sobre tecnologia, regulamentações, padrões do setor energético. Converteu-se em um site universal sobre todas as questões relacionadas à eficiência energética. Recebemos acessos não apenas da Índia, mas também de países vizinhos.

Falta um site assim na Alemanha?

Não conheço nada semelhante na Alemanha. Provavelmente seja necessário buscar em várias páginas diferentes. Não conheço nenhum portal que reúna tantas informações. Mas tenho que reconhecer que isso é algo difícil de administrar. Quando há novas informações, palestras ou publicações, um link é colocado na página. No momento, estamos renovando tudo porque achamos que a clareza do site diminuiu um pouco nos últimos anos. Mas os usuários indianos confiam na página. Eles se cadastram, acessam com frequência, trocam informações, fazem perguntas quando têm algum problema e nós nos esforçamos para encontrar as respostas.

É possível medir o sucesso deste programa de formação com relação à redução de gastos e à preservação climática?

Nós divulgamos exemplos constantemente, os quais mostram que com pouco esforço é possível implementar medidas para redução do consumo de energia nas empresas e que os custos se amortizam rapidamente. Há o caso de uma empresa que investiu 300 dólares e, já no primeiro ano, economizou mais de dez mil dólares em energia. Exemplos como este servem de modelo para outras empresas, estimuladas a avaliar seu sistema energético mais de perto.

Jens Burgtorf é diretor do Programa Energético teuto-indiano da GTZ. Ele é técnico em energia e processos e trabalhou no setor energético antes de se transferir para a GTZ.

Autor: Martin Schrader (lpf)

Revisão: Roselaine Wandscheer