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Economia

Germanwings é a terceira maior empresa aérea alemã

Subsidiária é a aposta da Lufthansa no concorrido setor de viagens de baixo custo e assumiu várias rotas da empresa-mãe. Nome será trocado para Eurowings em breve.

A empresa aérea Germanwings é a terceira maior do setor na Alemanha, depois da Lufthansa e da Air Berlin. Ela dispõe de uma frota de 85 aviões e emprega mais de 2 mil pessoas, viajando para mais de cem destinos na Europa e norte da África.

A Germanwings foi fundada em 1997 como subsidiária da Eurowings, com sede em Colônia e mesmo nome da empresa-mãe. A Lufthansa detinha cerca de um quarto das ações da Eurowings. O nome Germanwings surgiu apenas cinco anos mais tarde.

A nova companhia voava para destinos turísticos com cinco aeronaves do tipo A319-100, a partir do aeroporto Colônia/Bonn. Originalmente, a empresa seguia exclusivamente o conceito de baixo custo, que dispensa serviços gratuitos em favor de preços mais atraentes. Mais tarde, outras opções de tarifas, com mais conforto e serviços adicionais, passaram a ser oferecidas, visando atrair executivos. E cada vez mais destinos e aeroportos-bases foram adicionados às rotas da companhia.

Estratégia de fortalecimento

Desde 2009, a Germanwings pertence totalmente à Lufthansa (que dois anos mais tarde assumiu também o controle total da Eurowings). A subsidiária passou a ter um papel cada vez mais importante para a matriz devido à concorrência acirrada no mercado de viagens de baixo custo.

Lufthansa Jahresbilanz Carsten Spohr CEO

Carsten Spohr priorizou fortalecimento da subsidiária

O fortalecimento da filial foi uma das prioridades do então presidente da Lufthansa, Christoph Franz. Em 2011, ele anunciou que, no decorrer de 2012, todas as rotas europeias da Lufthansa saindo do aeroporto de Stuttgart passariam para a Germanwings. Os críticos o acusaram de enfraquecer a marca principal. "Não adianta nada termos um produto de qualidade muito alta no mercado se o cliente não está disposto a pagar", argumentou Franz na ocasião.

Seu sucessor, Carsten Spohr, é ainda mais radical na reestruturação. Desde que ele assumiu, a Germanwings herdou da matriz todas as conexões domésticas alemãs e europeias fora dos aeroportos de Frankfurt e de Munique e, de acordo com Spohr, em 2015 a Germanwings sairá do vermelho pela primeira vez.

Nome vai desaparecer

No entanto, o nome Germanwings logo deixará de ser usado. No final de 2014, Spohr anunciou que, devido à ampliação da oferta de voos de baixo custo, passará a adotar somente a marca Eurowings, unindo as atuais ofertas das duas empresas. "A Germanwings foi um sucesso, mas temos que mudar, por motivos de custos, para a marca Eurowings", informou o presidente da Lufthansa. Além disso, a marca tem melhor penetração nos outros mercados europeus.

A nova subsidiária da Lufthansa também voará para destinos nos Estados Unidos, Oceano Índico e África, com preços até 40% mais baixos do que os da Lufthansa. A principal economia será nos custos de pessoal, já que os funcionários da Eurowings têm salários mais baixos por não estarem incluídos no acordo coletivo dos funcionários da Lufthansa.

O plano levou a conflitos com os sindicatos e é uma das razões para a atual série de greves na Lufthansa e na Germanwings.

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