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Alemanha

Gente fina é outra coisa

Há um ano, foi fundado na capital alemã o primeiro clube exclusivo da fina flor do mundo dos negócios, política e cultura.

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A elite entre si: Berlin Capital Club

As estátuas que adornam a Casa de Concertos erigida por Karl Friedrich Schinkel ficam quase ao alcance da mão de quem se senta no salão do Berlin Capital Club (BCC). O clube se situa bem no centro histórico de Berlim, "lá onde se cruzam os negócios, a cultura e a política", afirma seu presidente, Rolf Dieter Klostermann.

Nessa fria mas ensolarada manhã de inverno, o salão está repleto de homens de negócios e jornalistas comemorando o primeiro aniversário do clube. O endereço é um dos mais finos de Berlim: Hotel Hilton, sétimo andar. Exclusividade é a máxima do clube e a principal razão pela qual o número de sócios não pára de crescer.

Alemanha não tem tradição de clubes

"Nosso sucesso é sinal de que Berlim está precisando de pontos de encontro como este", diz o vice-presidente do BCC, Peter-Hans Keilbach. A Alemanha simplesmente não tem a mesma tradição de clubes que a Inglaterra e os EUA, acrescenta ele. De fato, só em Londres existem 90 clubes de homens de negócios, em Nova York, 150. Na Alemanha inteira, eles são apenas nove.

"Sem contar a falta de tradição, Berlim esteve mais ou menos fora do mundo", argumenta Keilbach referindo-se aos anos da Guerra Fria. Em sua opinião, uma das principais metas do clube é justamente contribuir para que a metrópole retorne ao palco internacional.

A lista dos 767 sócios do BCC parece um "quem é quem" da capital alemã: Heinz Dürr, ex-presidente da empresa ferroviária Deutsche Bahn, Paulus Neef, fundador da Pixelpark, a estilista Sandra Papst e o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit. Entre os freqüentadores habituais, encontram-se o governador da Baviera, Edmund Stoiber, o ministro do Interior, Otto Schily, e o embaixador dos EUA na Alemanha. O presidente Klostermann refere-se ao BCC como o "clube dos tomadores de decisão".

Exclusividade = elitismo?

Essa atitude elitista é justamente o que Robert Newell, diretor da Royal Over-Seas League de Londres considera "não simpática". Os clubes de negócios tradicionais de Londres são exclusivos mas não elitistas, afirma. "Você vai encontrar um tosquiador de ovelhas da Austrália, um fazendeiro vindo de Lancashire e um membro do governo britânico, lado a lado, no bar do nosso clube."

Além disso, "o clube de negócios tradicional é um clube de associados – todos os centavos são investidos no clube e no conforto dos seus sócios e não desaparecem no bolso de uma pessoa qualquer", esclarece Newell. Até mesmo universitários podem tornar-se sócios de um desses clubes, por menos de 90 euros por ano.

Berlin Capitol Club

Berlin Capital Club

Já no BCC, a maioria dos sócios é constituída por homens de negócios. A jóia para ser admitido é de 3800 euros, a anuidade, 1250 euros. "O dono de um carrinho de hot dogs talvez não possa se tornar nosso sócio, mas o dono da fábrica de salsichas, sim", admite Keilbach, o vice-presidente. "Nós não somos uma entidade de utilidade pública, nós temos lucros em vista", completa o gerente, Hans-Jochen Gerhardt. Só que, para sair dos números vermelhos, o clube – cujos custos de fundação e instalação somaram 3,2 milhões de euros – precisa de mais sócios.

Concorrência não dorme no ponto

A partir de 2003, a alta sociedade berlinense vai ter que escolher entre estar próxima ao empolgante edifício de Schinkel e a não menos impressionante vista do bulevar Unter den Linden, com o majestoso Portal de Brandembrugo, recentemente restaurado. É que o China Club, que opera no mundo inteiro, vai se instalar no último andar do nobre Hotel Adlon. Os tomadores de decisão de Berlim vão precisar, portanto, tomar uma importante decisão.

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