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Economia

Gazprom quer conquistar mercado alemão com ajuda de Schröder e Putin

Com a bênção de Schröder e Putin, gigante do gás injeta 125 milhões de euros no Schalke para abrir caminho ao fornecimento direto de gás ao consumidor alemão. Grazprom não é a única empresa russa a investir na Alemanha.

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Presidente do Schalke, Clemens Tönnies, com Putin, após fechamento do contrato

"Os russos estão chegando", é uma das manchetes mais freqüentes na mídia alemã, depois que a Gazprom fechou nesta terça-feira (10/10) um contrato para injetar até 125 milhões em patrocínio no Schalke, nos próximos cinco anos.

O contrato foi saudado inclusive pelo clube mais bem-sucedido e – até agora – mais rico do Campeonato Alemão: o Bayern de Munique, que recebe 20 milhões de euros por temporada da Deutsche Telekom. "O negócio é bom para todos os clubes. Ele mostra que a Bundesliga tem o mercado de patrocínio mais forte da Europa", disse o presidente do Bayern, Karl-Heinz Rummenige.

Grafik Os patrocinadores da Bundesliga

A Gazprom já havia colocado indiretamente o pé na Bundesliga antes de fechar a parceria com o Schalke. Através da subsidiária alemã ZGG apóia o Hertha Berlim, atual líder da tabela, com um milhão de euros nesta temporada.

O contrato com o Schalke, que acumula uma dívida de 225 milhões de euros, no entanto, não é um gesto de filantropia. Ele assume uma dimensão que vai além do futebol. Na avaliação da mídia alemã, a Gazprom pretende conquistar o mercado alemão de energia e fornecer gás natural diretamente ao consumidor.

Der ehemalige Bundeskanzler Gerhard Schroeder, hält am 17. September 2002 in Gelsenkirchen ein Schalke-Trikot, das ihm von der damals 12-jaehrien Ricarda Toens ueberreicht worden war

Ex-chanceler Gerhard Schröder: padrinho do Schalke

O negócio foi fechado com a "bênção" do ex-chanceler alemão Gerhard Schröder e do presidente russo Vladimir Putin. "Os tradicionais torcedores do Schalke são mineiros, o que faz parte do setor energético. Para a Gazprom, o Schalke é um parceiro natural", disse Putin, nesta quarta-feira ao jornal Süddeutsche Zeitung.

Mercado de gás é só o começo

A sede do Schalke fica bem próxima da matriz da E.on-Ruhrgas, um dos quatro grandes conglomerados que controlam 90% do mercado de energia na Alemanha. Na opinião de analistas, a Gazprom tenta criar uma imagem positiva junto aos seus potenciais clientes alemães.

No meio político alemão, a empresa já conta com um forte aliado. Gerhard Schröder, que aliás é sócio honorário do Borussia Dortmund, integra o Conselho de Administração da Nord Stream, subsidiária da Gazprom que está construindo o gasoduto do Mar do Norte em parceria com as alemãs Basf e E.on.

Junto com a Basf, a Gazprom já participa do grupo Wingas, que abastece várias cidades e distritos industriais na Alemanha. A gigante russa também detém um pacote de ações da rede Verbund Netzgas (VNG), em Leipzig, no Leste alemão, além de participações em outras 30 centrais elétricas municipais alemãs.

Os russos também já estão investindo nos setores de moda, cosméticos, biotecnologia e turismo na Alemanha. "Muitos investidores só esperam uma oportunidade para realizar a aquisição de grandes pacotes de ações de empresas alemãs", avisa diz Rustan Aksenenko, um russo que detém 25% da Escada, empresa do setor de moda.

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