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Mundo

Gauck condena morte de prisioneiros de guerra soviéticos

Durante evento pelos 70 anos do fim do conflito, presidente diz que nazistas deram a soldados da URSS capturados um tratamento cruel: "Eles foram abatidos miseravelmente por doenças, passavam fome e foram assassinados."

O presidente alemão, Joachim Gauck, condenou nesta quarta-feira (06/05) a morte de milhões de prisioneiros de guerra soviéticos como consequência de um dos maiores crimes dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, em discurso por ocasião dos 70 anos do fim do conflito na Europa.

Durante cerimônia em Holte-Stukenbrock, no norte da Alemanha, Gauck afirmou que "milhões de soldados do Exército Vermelho" foram mortos quando eram prisioneiros dos alemães. "Eles foram abatidos miseravelmente por doenças, passavam fome e foram assassinados", lembrou o chefe de Estado alemão.

O discurso foi feito num cemitério de soldados soviéticos próximo a um antigo campo de prisioneiros de guerra, onde soldados do Exército Vermelho capturados eram forçados a viver em buracos feitos no chão.

O campo de prisioneiros de Stalag 326 Senne abrigou mais de 300 mil prisioneiros, entre 1941 e 1945. Cerca de 65 mil deles morreram.

Gauck afirmou que, devido ao "tratamento cruel sofrido pelo total de 5,3 milhões de soldados soviéticos em cativeiro alemão", mais da metade deles morreu.

O presidente alemão lembrou os crimes dos nazistas e do Exército alemão, mas também citou o terror stalinista. "Quando um soldado soviético era feito prisioneiro, ele passava a ser considerado um desertor e um traidor", disse o presidente alemão, descrevendo a atitude da liderança soviética. "Por isso, quando a guerra terminou, muitos prisioneiros de guerra soviéticos libertados enfrentaram a prisão ou até mesmo a morte, quando retornaram."

Ele também agradeceu aos aliados ocidentais e à União Soviética, por terem, juntos, levado a Alemanha a se render, 70 anos atrás, libertando o país da ditadura nazista. "Nós, de gerações posteriores de alemães, temos todos os motivos para sermos gratos por esta luta abnegada dos antigos adversários no Oriente e no Ocidente. Isso tornou possível que hoje, na Alemanha, vivamos em liberdade e dignidade."

MD/dpa/epd/afp

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