1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Gamescom celebra boom do mercado de jogos

Cidade alemã de Colônia sedia, pela sétima vez, a maior feira do mundo do setor. Evento é realizado em momento especial: nenhuma outra indústria de entretenimento cresce tanto como a dos games.

Durante cinco dias, Colônia sedia a maior feira de games do mundo. Mais de 800 expositores, de cerca de 45 países, apresentam as últimas novidades do setor a partir desta quarta-feira (05/08) – neste ano, são 14% a mais que em 2014.

"Desde que veio para Colônia, a Gamescom é um sucesso", conta Gerald Böse, diretor-executivo da Kölnmesse, local onde a feira está sendo realizada. "Todos os números confirmam isso: o tamanho, os expositores, o público."

Ingressos esgotados

Desde 2009, o total de expositores cresceu 53%, e a quantidade de stands estrangeiros dobrou. No mesmo período, o número de visitantes aumentou 82%, e o tamanho da feira, 61%. Neste ano, os ingressos integrais se esgotaram semanas antes do início da Gamescom – a única esperança que sobrou para os fãs dos games são os tickets válidos apenas para o período da tarde.

A Gamescom recebeu, no ano passado, 335 mil pessoas durante os cinco dias de feira. "Nenhum lugar do mundo junta tantos especialistas, empresários, produtores e desenvolvedores", afirma Böse. Isso vale também para os programadores de jogos eletrônicos, já que Colônia também sedia, desde essa segunda-feira (03/08), a prestigiada conferência europeia da categoria.

Segundo a Associação Alemã de Softwares de Entretenimento (BIU, na sigla em alemão), hoje o país possui cerca de 13 mil profissionais inteiramente dedicados ao desenvolvimento de games. A atividade gera aproximadamente 32 mil vagas no mercado de trabalho e, assim como acontece no ramo de construção de máquinas e engenharia, a área tem passado por uma preocupante crise de mão de obra. Nos classificados de emprego, vários anúncios procuram por "programadores com conhecimentos em jogos".

GamesCom 2014 Spieler

O mercado dos games movimenta altas quantias: só na Alemanha em 2014 foram 2,67 bilhões de euros

Movimentando bilhões

Mundialmente, o mercado dos games movimenta bilhões. Só na Alemanha, por exemplo, as empresas do ramo lucraram, em 2014, 2,67 bilhões de euros com a venda de softwares e hardwares para jogos eletrônicos. Com o boom, a BIU aproveitou para encomendar, neste ano, uma pesquisa à empresa GfK, de Nurembergue, sobre o perfil desse mercado.

Só no primeiro semestre, período geralmente menos aquecido economicamente, a indústria dos games teve um surpreendente crescimento de 3% nos lucros. "É um sinal extremamente positivo", diz o Maximilian Schenk, diretor da BIU. "Exatamente porque a maior parte dos lucros dos nossos negócios acontece na segunda metade do ano."

Assim, a associação acredita que o crescimento de 11%, registrado no segundo semestre de 2014, poderá ser superado neste ano.

"Na Alemanha, nenhuma outra indústria de entretenimento cresce tanto como a dos games", destaca Schenk. Um dos maiores motivos é o mercado de consoles e seus respectivos jogos. Nos primeiros seis meses deste ano, as vendas de games para sistemas como Playstation 4, Wii U e Xbox One aumentaram de 263 milhões de euros para 306 milhões de euros em comparação com o mesmo período do ano passado.

Apps e downloads

Na Alemanha, a parcela de compras de games feitas por download também continua aumentando. No primeiro semestre de 2015, a porcentagem de jogos para PC's e consoles adquiridos online passou de 23% para 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com a tendência dos downloads, a maior parte continua sendo vendida em mídias físicas – de janeiro a junho, 75% dos jogos foram vendidos em DVD's ou Blu-ray's.

No mercado dos smartphones, são os jogos em app que mais atraem os consumidores. Na Alemanha, milhões de usuários de todas as faixas etárias jogam nos celulares. No segundo trimestre de 2015, os games foram responsáveis por três quartos das vendas nas lojas virtuais da Apple e do Google – só 25% ficaram com outros aplicativos.

Leia mais