Galliano é condenado por declarações racistas e antissemitas | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.09.2011
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Mundo

Galliano é condenado por declarações racistas e antissemitas

Antigo diretor de criação da Christian Dior é condenado ao pagamento de multa de 6 mil euros, mas só terá de pagar se reincidir no crime.

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John Galliano no tribunal em Paris em junho

O estilista britânico John Galliano, antigo diretor de criação da casa de alta-costura Christian Dior, foi condenado por um tribunal de Paris ao pagamento de multas totalizando 6 mil euros por comentários racistas e antissemitas.  

No entanto, a sentença prevê que o pagamento da multa fique sem efeito caso o antigo estilista da Dior não reincida no crime no prazo de cinco anos.

Galliano não compareceu ao tribunal e foi representado por seu advogado, que se mostrou satisfeito com a sentença. "Ele não terá de pagar uma multa. Isso é um forte sinal do tribunal", afirmou o advogado Aurélien Hamelle.

Galliano foi condenado a pagar 4 mil euros pelos fatos ocorridos em 24 de fevereiro num bar de Paris e a outra multa de 2 mil euros por um segundo incidente ocorrido em 8 de outubro de 2010 no mesmo estabelecimento.

Devido aos dois incidentes, o designer britânico de 50 anos foi demitido da Dior no início de março passado, após mais de 14 anos na casa.

Na primeira audiência, em 22 de junho, o estilista pediu desculpas pelas declarações e alegou que estava sob o efeito de álcool e remédios e que por esse motivo não se recordava com exatidão dos incidentes.

No tribunal, o costureiro pareceu abatido e disse ter uma "tripla dependência": álcool, soníferos e valium. Afirmou ainda que havia passado dois meses fazendo uma desintoxicação, primeiro no Arizona e depois na Suíça.

AS/lusa/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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