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Alemanha

Galinhas caipiras presas no combate à gripe aviária

O temor de que a doença se alastre desde a Rússia até a União Européia obrigou a Holanda a proibir provisoriamente a criação de galinhas ao ar livre. Alemanha adotará medida em meados de setembro.

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Moléstia se propaga na Sibéria

Os galináceos da Holanda têm que ser mantidos em ambientes fechados desde esta segunda-feira (22/08), para evitar a proliferação da gripe aviária. A Alemanha planeja também proibir a criação de galinhas caipiras a partir de meados de setembro. Por sua vez, a Comissão Européia declarou considerar suficientes as atuais medidas preventivas, não pretendendo portanto reforçá-las.

Na sexta-feira (19/08), o vice-diretor das autoridades veterinárias russas, Ievgueni Nepoklonov, aconselhara a adoção de medidas coordenadas em nível internacional, com o fim de conter a propagação da gripe. "Todas as partes da Terra estão expostas ao risco de epidemia", afirmou.

Na Holanda, cerca de 5,5 milhões de pessoas vivem da criação ao ar livre de cerca de 90 milhões de galináceos. O país atravessou em 2003 uma onda de gripe aviária, que custou até mesmo a vida de um veterinário. Entretanto, tratava-se de uma variante do vírus diversa da atual.

Embargo contra Ásia, Rússia e Cazaquistão

Em meados de agosto, a UE impôs um embargo às importações de aves e produtos avícolas provindos da Rússia e Cazaquistão, onde a epidemia já se alastrou. Antes já vigorava um embargo dos produtos avícolas originários da Ásia.

Grippevirus H5N1 soll für Vogelgrippe verantwortlich sein

Vírus da gripe aviária H5N1

Trata-se meramente de uma medida de precaução, já que até o momento nenhum dos dois países da Região do Rio Ural exporta carne de aves para a UE. Neste meio tempo, os especialistas vêm alertando contra o perigo do alastramento do vírus H5N1 (perigoso para os seres humanos), através de aves de arribação.

Preparada para uma pandemia

PK: Bundesverbraucherschutzministerin Künast zu Vogelgrippe

Minstra alemã da Agricultura, Renate Künast

Ao contrário das holandesas, por enquanto as galinhas caipiras da Alemanha (que representam 11% do rebanho de 44 milhões de aves do país) poderão permanecer em seus terreiros. A ministra alemã de Proteção do Consumidor, Alimentação e Agricultura, Renate Künast, explicou que a portaria proibindo, a partir de meados de setembro, a manutenção dos animais ao ar livre coincide com a chegada ao país das aves de arribação.

De início, a medida vigorará por três meses. Caso ocorra, ainda assim, uma epidemia de gripe aviária, entra então em vigor a portaria contra a peste aviária. Esta prevê o abate dos contingentes afetados, assim como a interdição das áreas em questão.

Künast afirmou que seu ministério está preparado para essa eventualidade e que coordenará todas as medidas necessárias. Já visando melhor combate a uma eventual pandemia de gripe, o Ministério das Finanças liberou 20 milhões de euros para a pesquisa de vacinas, a serem distribuídos até 2010.

Contrabando: via perigosa de contaminação

Segundo os especialistas, é bastante remoto o perigo de o vírus da gripe aviária chegar até a Europa por vias naturais, pois isto envolveria a coincidência de numerosos fatores. Como afirmou Ommo Hüppop, do Centro de Observação de Aves de Arribação de Helgoland, "os habitats das aves domésticas são tão diversos dos das migratórias que uma transmissão é relativamente improvável".

Além disso, excetuadas algumas espécies de patos, a maioria das aves que migra através da Alemanha provém da Escandinávia, e não da região do Ural. Segundo Thomas Mettenleiter, do Instituto Federal de Saúde Animal, a via mais perigosa de transmissão continua sendo a importação ilegal de animais das regiões afetadas.

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