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Alemanha

Gabinete alemão aprova plano para guerra

Secretário da Defesa dos EUA tenta esclarecer contradições sobre pedido de ajuda à Alemanha e chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, dá "irritações" por encerradas.

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Donald Rumsfeld nega contradição entre suas declarações e as de Gerhard Schröder

O gabinete social-democrata e verde da Alemanha aprovou hoje, em Berlim, a mobilização de 3.900 soldados para a ação militar contra o terrorismo internacional. A medida proposta pelo chanceler federal, Gerhard Schröder, a pedido do governo americano, foi tomada no dia em que os bombardeios dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Afeganistão completaram um mês. Os soldados deverão ficar à disposição durante um ano. Schröder não mencionou o momento e os lugares da operação com custos avaliados em 500 milhões de marcos (US$ 230,1 milhões). O Departamento de Defesa americano anunciou que a data para início da ação será determinada pela Alemanha. Políticos alemães estimam que seja no fim deste mês.

O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, negou enquanto isso, em Washington, que haja contradição entre suas declarações e as do chefe de governo alemão. Schröder também disse mais tarde, em Bonn, que Rumsfeld eliminou as irritações que causara. O secretário da Defesa tinha dito que não fez pedido concreto para que 3.900 soldados alemães fossem mobilizados para a luta contra o terrorismo. "Nós pedimos um amplo apoio e cabe à Alemanha determinar exatamente a sua contribuição", disse ele.

Esclarecimentos- Pouco antes, Schröder tinha anunciado cinco pedidos dos EUA. Ante a confusão gerada, dando margem à interpretação de que o governo alemão quisesse dar ajuda não solicitada, Rumsfeld esclareceu o seguinte em nota à imprensa: Os EUA pediram ajuda à Alemanha, a resposta foi positiva, houve negociações sobre a forma de ajuda no Comando Central, na Flórida, responsável pela região do Afeganistão. Washington solicitou então algumas capacidades, sem citar o número de 3.900 soldados. "De forma que não há contradição entre minha declaração e a do chanceler Schröder", concluiu o secretário de Defesa americana.

Contribuição - Eis a contribuição que a Alemanha quer dar à luta antiterror liderada pelos EUA: veículos blindados Fuchs para detecção de armas nucleares, biológicas e químicas e até 800 soldados para atuar na prevenção de ataques com armas dos três gêneros; 250 militares médicos e enfermeiros equipados com uma UTI num avião, entre outros recursos; uma força especial com cem membros para ações rápidas; transporte com 500 homens; e navios com 1.800 marinheiros para proteger embarcações em perigo.

Além da Grã-Bretanha, único aliado que participou até agora dos bombardeios, seis países dão apoio militar aos EUA na guerra contra o regime talibã e a organização Al Qaeda do terrorista Osama bin Laden no Afeganistão: Australia, Japão, França, Canadá, República Tcheca e Turquia. A Itália anunciou hoje o alistamento de 2.700 soldados.

Votação- O chanceler federal alemão apresentará uma declaração de governo amanhã ao Parlamento, dando início ao processo para a necessária aprovação do primeiro alistamento de soldados para ações militares no exterior depois da Segunda Guerra Mundial. A votação deverá ser em meados da próxima semana. A última decisão caberá ao governo, que ainda não apresentou planos concretos para a ação militar, que deverá começar no final de novembro, segundo o porta-voz da União Democrata-Cristã (CDU), Paul Breuer.

O plano militar, que conta com amplo apoio da oposição conservadora democrata-cristã, social-cristã e liberal, é rejeitado pelo partido neocomunista PDS e conta com forte resistência da ala esquerdista do Partido Social Democrático (SPD), presidido por Schröder, e da corrente pacifista do Partido Verde, do ministro do Exterior, Joschka Fischer. Este é um grande defensor da participação alemã na luta contra o terrorismo.