Gabinete alemão aprova pacote de ajuda conjuntural e espera ″efeito Obama″ | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 05.11.2008
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Economia

Gabinete alemão aprova pacote de ajuda conjuntural e espera "efeito Obama"

Para combater o arrefecimento da economia, gabinete alemão aprovou pacote de ajuda à conjuntura. Programa deverá provocar criação de milhões de empregos e investimentos de até 50 bilhões euros nos próximos três anos.

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Pacote do governo pretende ajudar Alemanha a enfrentar tempestade da crise

O gabinete alemão aprovou, nesta quarta-feira (05/11), pacote de ajuda bilionário à conjuntura econômica para combater os efeitos negativos da crise financeira global da Alemanha. O pacote não prevê, no entanto, impostos menores ou gigantescos programas estatais de infra-estrutura. Em vez disso, procura ajudar a economia de forma direcionada.

Segundo o ministro alemão da Economia, Michael Glos, "não se trata de um programa conjuntural à moda antiga, mas de um pacote através do qual podem ser movimentados 50 bilhões de euros em investimentos na Alemanha".

O programa leva o nome de Proteção do Emprego através do Fortalecimento do Crescimento e, entre outros pontos, inclui maiores descontos no imposto de renda para pessoas físicas que empreguem operários ou firmas que comprem novas máquinas, assim como mais recursos para o programa de eficiência energética dos edifícios.

Menos gases-estufa, mais investimentos

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Carros novos estão isentos de ISV em 2009

Quem contratar, por exemplo, os serviços de um carpinteiro ou bombeiro, poderá descontar até 1.200 euros anuais de seu imposto de renda, o dobro do valor até agora permitido. Quanto ao imóvel propriamente dito, o governo de Berlim pretende investir 3 bilhões de euros adicionais, como parte do Programa Integrado de Energia e do Clima, para o melhor isolamento térmico de edifícios. O objetivo é reduzir em 40%, até 2020, a emissão de gases-estufa.

O pacote prevê ajuda adicional de 15 bilhões de euros ao banco estatal KfW até o final de 2009. O banco tem por objetivo fomentar a realização de programas públicos, média empresa e os que querem montar seu próprio negócio. Através de modalidades mais interessantes de amortização de empréstimos, espera-se, com o novo programa, motivar os investimentos empresariais nos próximos dois anos.

Além disso, os programas de infra-estrutura do KfW para regiões economicamente desprivilegiadas deverão ser elevados em 3 bilhões de euros. Importantes projetos na área de transporte também deverão ser acelerados, nos próximos dois anos, através de 1 bilhão de euros adicionais.

Ajuda controversa

A ajuda à indústria automotiva é, no entanto, bastante controversa. O pacote dispensa proprietários de carros novos, por um ano, do pagamento do Imposto Sobre Veículos (ISV). Para automóveis novos que apresentem baixa emissão de gases-estufa, a isenção do imposto poderá se estender por mais um ano.

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Alemães também esperam efeito Obama, diz ministro Michael Glos

Economistas afirmam que a isenção de ISV para carros novos seria dinheiro jogado fora, pois ninguém compra um automóvel por tal motivo. E como os alemães compram muitos carros estrangeiros, a ajuda viria a beneficiar, em sua grande maioria, empresas estrangeiras. Neste contexto, Peer Steinbrück, ministro alemão das Finanças, afirmou "toda solução melhor é inimiga da boa solução. Se alguém tiver melhor saída, o governo responderá de forma bastante positiva".

A indústria automotiva reagiu positivamente às vantagens fiscais oferecidas pelo pacote aos automóveis novos com baixa emissão de CO2. A partir de 2011, o ISV na Alemanha será fixado exclusivamente segundo a emissão de gases tóxicos dos veículos. O ministro Glos acredita que o Parlamento Alemão aprovará a ajuda à indústria automotiva.

"Efeito Obama"

A chanceler federal Angela Merkel saudou o pacote conjuntural aprovado por seu gabinete como um sinal de superação conjunta dos problemas econômicos esperados para o próximo ano. Nesta quarta-feira em Berlim, Merkel afirmou que "construiremos através do programa uma ponte em direção à possibilidade de que, em 2010, as coisas melhorem".

O ministro Michael Glos, por sua vez, afirmou esperar que o pacote conjuntural leve a economia do país a atingir, pelo menos, os 0,2% de crescimento mínimo previstos para 2009.

Perguntado se a eleição de Barack Obama para presidência dos EUA também teria efeito econômico na Alemanha, o ministro alemão da Economia respondeu: "Nós esperamos com toda seriedade o 'efeito Obama', que a confiança retorne aos EUA. Afinal de contas, os EUA são decisivos quanto ao avanço do crescimento da economia mundial".

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