G8 defende cúpula mundial para reformar o setor financeiro | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 15.10.2008
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Economia

G8 defende cúpula mundial para reformar o setor financeiro

Reunião das nações industrializadas com os países emergentes deverá debater novas estruturas para regulamentar o setor financeiro. Sarkozy fala em liderança européia no combate à crise.

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Gordon Brown e Durão Barroso durante a cúpula da União Européia em Bruxelas

Líderes das maiores economias da Europa defenderam nesta quarta-feira (15/10) uma reforma estrutural do setor financeiro internacional. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve ser renovado e readaptado às atuais exigências do sistema financeiro global.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, defendeu a criação de uma legislação financeira global. "O que aconteceu não deve se repetir", disse. Para o presidente da França, Nicolas Sarkozy, é necessária uma nova forma de capitalismo.

Para debater as mudanças, o G8, grupo das oito principais nações industrializadas do mundo mais a Rússia, anunciou a realização, "num futuro próximo", de um encontro de cúpula entre os países industrializados e as nações emergentes. Em nota, o G8 afirmou ser necessário mudar as estruturas institucionais e regulatórias do setor financeiro global.

Novo Bretton Woods

Segundo diplomatas, além das oito nações do G8 (Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão, Canadá e Rússia), deverão ser convidados China, Índia, Brasil e África do Sul. Se depender de Merkel, a reunião acontecerá já em novembro.

A realização do encontro de cúpula havia sido defendida ao longo desta quarta-feira por Brown, Merkel e Sarkozy. O primeiro-ministro britânico chegou a falar numa reunião nos moldes da Conferência de Bretton Woods, que em 1944 definiu a regras para as relações comercias e financeiras entre as principais nações industrializadas.

Sarkozy disse que é necessário "fundar de novo o sistema, e isto deve ocorrer de modo global. Para o presidente francês, é necessária uma nova forma de capitalismo, que coloque o sistema financeiro a serviço dos cidadãos e das empresas e não o contrário.

Liderança européia

Sarkozy vê a Europa num papel de liderança no combate à crise financeira. "Pela primeira vez, planos preparados na União Européia inspiraram medidas em outros países, incluindo os Estados Unidos", afirmou. "A Europa provou liderança ao lidar com a crise." A França ocupa a presidência rotativa da União Européia (UE).

Os líderes dos países europeus estão reunidos num encontro de cúpula da UE em Bruxelas. Todas as nações da União Européia deverão agora seguir o exemplo do Reino Unido e dos 15 países da zona do euro, que no último final de semana definiram ações conjuntas para combater a crise. Estas já foram postas em prática por 13 países da UE, cujos pacotes de resgate somados totalizam 2,2 trilhões de euros.

Os debates em Bruxelas, que devem se estender pela noite desta quarta-feira, têm sido bloqueados pela República Tcheca. Os tchecos temem que ajudas a bancos em apuros causem problemas ao orçamento do país.

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