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Economia

G7 quer diminuir riscos nos mercados financeiros

O encontro dos ministros das Finanças do G7 em Essen ressaltou a importância de maior estabilidade na política monetária e cambial e nos mercados financeiros, além de apostar no livre comércio mundial.

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Encontro do G7 em Essen, Alemanha

O grupo dos sete grandes países industrializados (G7) lançou um amplo debate internacional sobre os fundos de hedge e suas especulações de alto risco. No encerramento do encontro realizado em Essen, os ministros das Finanças do G7 também fizeram um apelo, a fim de que a China permita a valorização monetária do iuane.

Apesar de prejudicial aos mercados ocidentais, a baixa da moeda japonesa, por sua vez, não foi mencionada na declaração final do encontro. O G7 também se mostrou disposto a impulsionar a liberalização do comércio mundial e exigiu que as negociaçõos da rodada de Doha sejam retomadas em breve.

O ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, conseguiu convencer os Estados Unidos e o Reino Unido a repensarem as regras de jogo para os fundos de hedge, concentrados no espaço econômico anglo-saxão. O documento final do encontro de Essen reconhece que esses fundos desempenham um papel importante no funcionamento do sistema financeiro internacional, mas alerta que os potenciais riscos deste tipo de especulação se tornaram maiores e mais complexos.

A concorrência do Oriente

Quanto à política monetária, os ministros do G7 condenaram oscilações excessivas e movimentos desordenados. Nas economias emergentes com crescentes superávits, os câmbios devem se mover dentro de limites que ainda permitam as adaptações necessárias, adverte a declaração final.

Esta mensagem foi direcionada sobretudo à China, criticada por favorecer seus exportadores através do baixo câmbio do iuane. Uma boa parte do déficit da balança comercial norte-americana se deve aos grandes volumes de importação da China.

O que mais prejudica os europeus, por sua vez, é a concorrência barata do Japão. A Alemanha, por exemplo, disputa com este país asiático os mercados de bens de investimento, automóveis e produtos químicos. No entanto, a declaração do G7 não menciona a cotação da moeda japonesa. A baixa do iene só poderia ser superada através da elevação dos juros ou da compra de divisas estrangeiras pelo Banco Central japonês, fatores sobre os quais o G7 não tem influência.

Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete consideram sólido o crescimento da economia mundial e advertem contra tendências protecionistas. A propulsão da rodada de Doha propiciaria um crescimento ainda maior e contribuiria para combater a pobreza, segundo consta da declaração final do encontro de Essen.

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