G7 busca terreno comum na Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.04.2017
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Mundo

G7 busca terreno comum na Síria

Bombardeio americano dá renovada harmonia a EUA e aliados, que tentam unificar discurso perante Assad e Moscou. Saída do ditador é cada vez mais discutida como única solução política para o conflito.

Nos muros da academia de polícia de Aleppo, imagem de Assad repleta de marcas de bala

Nos muros da academia de polícia de Aleppo, imagem de Assad repleta de marcas de bala

Os ministros das Relações Exteriores dos países do G7 iniciaram nesta segunda-feira (10/04) uma reunião de dois dias na região da Toscana, na Itália, em busca de terreno comum para lidar com o ditador sírio, Bashar al-Assad, acusado de estar por trás do ataque químico que matou 89 pessoas na semana passada.

O encontro entre os representantes das sete economias mais avançadas do mundo – EUA, Alemanha, França, Japão, Canadá, Itália e Reino Unido – ocorre dias após o bombardeio americano a uma base aérea síria em retaliação à utilização de armas químicas.

Os diplomatas tentam encontrar pontos de consenso para pressionar a Rússia a se distanciar do regime sírio. Enquanto EUA e seus aliados culpam Assad pelo ataque, Moscou alega que a tragédia foi fruto de um erro da Força Aérea síria, que teria acertado arsenal químico rebelde.

"Temos que lembrar que, não dez anos atrás, mas há 100 ou 120 dias, a preocupação era de que EUA e União Europeia estavam se afastando", disse o chanceler italiano, Angelino Alfano. Para ele, o bombardeio ordenado por Trump deu "uma renovada harmonia" ao Ocidente.

Espera-se que, ao final do encontro, seja enviado um alerta à Rússia sobre seu papel na Síria, com a expectativa de que novos esforços diplomáticos possam encaminhar o fim da guerra civil no país árabe, que já dura seis anos.

A julgar pelas declarações da diplomacia americana no Conselho de Segurança da ONU, a saída de Assad do poder, sempre defendida pelos EUA, virou prioridade para o governo Trump, que já deixou claro que os bombardeios às bases sírias não serão caso isolado.

Os ministros do Exterior dos países do G7 reunidos em Lucca, na Itália (Reuters/M. Rossi)

Os ministros do Exterior dos países do G7 reunidos em Lucca, na Itália

O ministro britânico do Exterior, Boris Johnson, cancelou a visita a Moscou programada para esta segunda. A prioridade, disse ele, é "manter o contato com os EUA" e os demais parceiros.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, vai à Rússia nesta terça-feira e, segundo Johnson, entregará "uma mensagem clara e coordenada aos russos".

Segundo o ministro britânico, a mensagem é: Moscou terá que "possibilitar um acordo político na Síria e trabalhar com a comunidade internacional para assegurar que os terríveis eventos da semana passada jamais se repitam".

Antes da reunião nesta segunda-feira, Johnson adiantou que os ministros do G7 devem discutir a possibilidade de novas sanções "a alguns membros do Exército sírio, mas também a alguns membros do Exército russo", caso se recusem a mudar de posição.

A Rússia foi excluída do grupo dos principais países industrializados – anteriormente chamado de G8 – após a anexação da Península da Crimeia em 2014 e em razão de seu apoio aos separatistas no leste da Ucrânia.

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