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Economia

G-7 sem consenso sobre como perdoar dívida dos pobres

Países ricos adiam para julho decisão sobre como viabilizar perdão da dívida às nações pobres. Ministro alemão rejeita perdão integral a todos e defende imposto sobre querosene ou passagens aéreas.

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Rato, do FMI, com o britânico Brown, ao fundo

No tradicional encontro de primavera entre representantes do Grupo dos Sete com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, no final de semana, foi adiada para julho, na Escócia, a decisão sobre o perdão da dívida externa das nações mais pobres do mundo. Em fevereiro, o G-7, formado por Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Japão e Grã-Bretanha, havia concordado em cancelar a dívida de até 37 dos países mais endividados do mundo, a maioria deles africanos.

Organizações não-governamentais não esconderam sua decepção. "Quantas crianças ainda terão de morrer até que nestes sete senhores de terno cinza seja despertada uma sensação de urgência?", questionou Jonathan Hepburn, da ONG Oxfam International.

Para Eichel, questão de vontade política

Segundo o ministro britânico Gordon Brown, há consenso na comunidade internacional de que é preciso criar meios para financiar a luta contra a miséria no mundo. "Para isso, no entanto, faltam modelos de financiamento", acrescentou o ministro alemão Hans Eichel.

Bundesfinanzminister Hans Eichel Pressekonferenz

Hans Eichel

Eichel defende a criação de um imposto sobre combustível de avião ou passagens aéreas, que segundo ele pode ser introduzido em seis meses. "Trata-se apenas de vontade política", argumentou o alemão.

Segundo seu vice, Caio Koch-Weser, um imposto de até dez euros por bilhete aéreo poderia reunir entre seis e oito bilhões de dólares ao ano. Este plano deve voltar a ser analisado em maio pelos ministros das Finanças do bloco europeu.

Opiniões divergentes

"Há consenso de que é preciso um amplo perdão da dívida dos pobres para tirá-los da armadilha da miséria", ressaltou George Brown. A Grã-Bretanha sugere usar para isso as reservas de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o que os Estado Unidos não concordam.

Washington defende o perdão integral da dívida, o que é rejeitado por Berlim. "Isto secaria as reservas do Banco Mundial, que não teria como fazer novos financiamentos", advertiu a ministra alemã de Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul em Washington.

"É preciso analisar um montante aceitável de dívida para cada país. O perdão em alta escala tem de ser condicionado a critérios rigorosos, como por exemplo o estilo de governo", destacou Eichel.

G7-Treffen in Washington

Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (da esq. para a dir.): Thierry Breton (França), Ralph Goodale (Canadá), Sadakazu Tanigaki (Japão), Gordon Brown (Grã-Bretanha), John Snow (EUA), Hans Eichel (Alemanha) e Domenico Siniscalco (Itália)

Petróleo e o crescimento econômico

Apesar do alto preço do petróleo − considerado pelo G-7 como o principal fator de risco para a conjuntura mundial − o FMI acredita no crescimento de 4,3% da economia mundial este ano e de 4,4% para 2006. Para 2005, o Fundo Monetário Internacional calcula um preço médio de 52,23 dólares por barril de petróleo, ou seja, 39% mais alto do que em 2004.

Na luta para acabar com a especulação no mercado do petróleo, o G-7 pretende mobilizar esforços para aumentar a transparência nas negociações do produto. Por outro lado, o diretor-geral do FMI, Rodrigo Rato, advertiu para os riscos provenientes do crescimento desigual no mercado econômico mundial.

Segundo ele, esta desigualdade é causada pelo duplo recorde deficitário nos Estados Unidos (orçamentário e comércio exterior) e pelo superávit na China e outros países asiáticos. Também o fraco crescimento na zona do euro e no Japão é, segundo Rato, uma ameaça à economia global.

Os representantes do G-7 reconheceram a necessidade de concentrar esforços para consolidar o orçamento norte-americano e impulsionar as reformas estruturais na Europa e no Japão.

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