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Mundo

Fuzis por máquinas de costura

Centro Internacional de Conversão de Bonn e Conselho da Igreja em Moçambique participam de um projeto de desarmamento que troca armas por produtos ou máquinas.

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Ajuda humanitária às vítimas da guerra

Mais de 600 milhões de armas portáteis e fuzis circulam sem controle nenhum na maioria dos países varridos por guerras civis: kalishnikovs da ex-União Soviética, M-16 norte-americanas ou as Uzi de Israel.

Os longos conflitos em Angola e Moçambique, por exemplo, deixaram para trás milhares de armas perigosas, hoje ainda escondidas nos quintais da população. Wolf Christian Paes, do Centro Internacional de Conversão de Bonn (BICC), participa deste trabalho há vários anos e conta dos esforços das Nações Unidas para o desarmamento:

"Muitas pessoas, entretanto, preferiram não entregá-las às autoridades. Não por causa de problemas políticos, mas por causa da criminalidade", completa Paes. Elas continuam com grande poder de troca para contrabandos, seja de produtos ou pessoas.

Por isso, o BICC e as paróquias regionais de Moçambique trabalham juntas para convencer a população a devolver suas armas. "Esta argumentação não é fácil: dizemos que é para o bem das crianças e que é muito perigoso guardar munição nos galpões."

Mas o que os convence é um pagamento simbólico, de 10 a 15 dólares, para que comprem implementos agrícolas, máquinas de costura ou sacos de cimento", explica Wolf Christian Paes.