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Esporte

Futebol S.A., negócio de risco para investidores

Ações do Borussia Dortmund se recuperam lentamente. Papéis de clubes de futebol refletem tendência de baixa nas bolsas de valores européias. Sucesso em campo não significa necessariamente alta nas cotações.

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Vencer no disputado mercado acionário não depende apenas de bons resultados esportivos

As ações do Borussia Dortmund vêm se recuperando neste início de 2002, após terem caído ao fim do ano passado. A alta não seria de se admirar. Afinal, o clube está empatado em pontos com o Bayer Leverkusen, líder do Campeonato Alemão, ficando na vice-liderança devido ao saldo de gols.

Mas êxito nos campos nem sempre representa valorização nas bolsas de valores. Que o digam quase todos os demais 33 clubes europeus que emitiram ações.

Na maioria dos casos, a euforia do lançamento rapidamente transformou-se em frustração, como no caso da Juventus de Turim. Recém-lançadas no mercado, suas ações desvalorizaram-se em quase 10% em poucas semanas. Mas há investidores que não se assustam. O presidente líbio, por exemplo. Muammar Kadafi adqüiriu recentemente 6,4 milhões de ações do clube italiano por 23 milhões de euros.

As próprias ações do Borussia, o primeiro e único clube alemão a lançar-se no mercado acionário, despencaram de 11 euros, em 31 de outubro, para 4,65 até dezembro, antes de se recuperarem nas últimas semanas até 5,30 euros. "Não fomos piores que os outros", consola-se o presidente Gerd Niebaum, considerando a tendência geral de baixa nas bolsas de valores em 2001.

Manchester e Bayern – De fato, a crise mundial abateu inclusive as ações do Manchester United, as mais prestigiadas do futebol. Os papéis do clube inglês perderam quase 70% de seu valor. Se no início de 2000, as ações do vencedor da Liga dos Campeões de 1999 ainda somavam 1,65 milhão de euros, hoje o clube vale apenas 600 milhões no mercado acionário. Cada ação vem sendo negociada por volta de 2,30 euros, contra 6,80 de março de 2000.

A má fase nos mercados acionários em todo o mundo tem mantido na geladeira os planos de alguns clubes de também buscarem investidores nas bolsas. O Bayern de Munique pretende aguardar "até que em três ou quatro anos as condições sejam mais favoráveis", segundo o diretor Uli Hoeness. Independente disto, o tricampeão alemão deverá oficializar sua transformação em empresa de capital aberto em 8 de fevereiro. Estima-se que o campeão mundial esteja valendo atualmente 770 milhões de euros.

Justificativa – A cautela do Bayern parece justificável. A curto prazo, as perspectivas não são mesmo as melhores no mercado. O índice Bloomberg-Kick, que desde 1995 registra o movimento das ações de 19 clubes ingleses e escoceses, atingiu sua marca mais baixa dos últimos cinco anos. Nos últimos 12 meses, caiu quase 40%.

As análises apontam que, na verdade, o sucesso de um time várias vezes derruba a cotação de suas ações, porque investidores aproveitam para realizar lucros. Os altos salários pagos aos jogadores, considerados como prejudiciais à saúde financeira dos clubes, e incertezas sobre o futuro dos direitos de televisionamento de partidas igualmente sobrecarregam o valor dos papéis.

Desse jeito, ações de futebol parecem mesmo ser apenas para investidores de risco e para torcedores fanáticos.

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