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Esporte

Futebol pela paz

Onde até pouco tempo os talibãs executavam dissidentes, a bola volta a rolar. Os ex-jogadores da seleção criaram no exílio, em Paderborn, na Alemanha, o projeto "Futebol pela Paz no Afeganistão".

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Amistoso entre a Força de Paz (de branco) e o Cabul FC

Ali Askar Lali, meio-de-campo na seleção afegã de 1979, pretende através do projeto despertar o interesse dos jovens de Cabul pelo esporte: "Queremos mostrar que existe muito mais além de violência e guerra", afirma Lali. Sua motivação pelo esporte e pela pátria continuam muito grandes, mesmo 20 anos depois de ter deixado o Afeganistão.

Em protesto à invasão soviética, ele e outros jogadores, como Baz Mohammad Norestani e Sameullah Asad, deixaram a nação, mas nunca se desligaram completamente.

Em maio retornarão da Alemanha a Cabul, para um amistoso com a tropa de paz das Nações Unidas. Depois disso, eles pretendem permanecer por dois anos no país para ajudar na criação de escolinhas e de infra-estrutura para o esporte. Visam, também, a composição de um comitê olímpico.

Nesta sexta-feira, foi disputada uma partida de futebol entre soldados das tropas de paz e o Cabul Futebol Clube. Foi o primeiro jogo realizado no estádio Olímpico da capital afegã, depois de sete anos. Durante o regime talibã, o futebol não foi proibido, mas mulheres não podiam participar.

Bons contatos - Os engajados esportistas não vêem problemas na cooperação com governo de transição de Cabul. Eles conhecem bem o ministro da Reconstrução, Amin Farhang, que viveu 15 anos em Bochum, no oeste alemão.

O grupo de amigos necessita apenas de apoio financeiro. Este tipo de ajuda eles esperam do Projeto Paderborn de Ajuda ao Afeganistão, criado em 1984 na cidade em que vivem. Através de contatos políticos, estão tentando incluir o projeto "Futebol pela Paz" na lista de prioridades do Ministério alemão da Cooperação Econômica.

Entre as prioridades do grupo de ex-jogadores, estão a busca de patrocínio para o uniforme laranja da seleção nacional do Afeganistão. "Bom seria se os clubes alemães de futebol adotassem as 32 equipes da primeira e segunda divisão do nosso país. Muitas precisam ser recriadas e outras necessitam urgentemente de material", destaca Asad.