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Copa do Mundo

Futebol de resultados prevalece sobre o espetáculo no Mundial

A organização esteve impecável, o calor e o sol predominaram e o ambiente entre as torcidas foi ótimo: tudo deu certo na Copa 2006. Faltaram apenas mais bons jogos de futebol.

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Nuno Valente, de Portugal, acerta Robben, da Holanda, no jogo inesquecível desta Copa

O ícone do futebol argentino Luiz Menotti falou em "Copa de risco zero". O presidente do Comitê Organizador do Mundial, Franz Beckenbauer, sentiu a falta de jogos espetaculares e reclamou da falta de coragem dos artilheiros de "simplesmente chutar a gol". E o ex-astro francês Michel Platini fez o seguinte balanço: "Em termos de futebol, a Copa do Mundo não apresentou um grande nível. Faltaram a surpresa, a descoberta".

A excitação em torno da Copa 2006 foi grande, o ambiente nas cidades alemãs era alegre – mas o futebol bonito, espetacular e inovativo sumiu numa espécie de Triângulo das Bermudas formado pela tática, pelo jogo defensivo e pela pressão da vitória.

Resultado

"No final, não interessa se jogamos bonito. No final, interessa apenas o título." As palavras são do técnico da França, Raymond Domenech, mas, com pequenas variações, foram ditas também por Carlos Alberto Parreira, Luiz Felipe Scolari, Marcello Lippi e inúmeros jogadores. Para quem quer assistir a uma boa partida de futebol, soam decepcionantes, mas foram elas que deram o tom nesta Copa.

Na análise de Scolari, um conhecido adepto do futebol de resultados e dane-se o espetáculo, muitas seleções tentaram evitar derrotas reforçando suas defesas. "Isso nem sempre resulta num jogo bonito. Mas as equipes que estavam bem organizadas em campo também chegaram longe", avaliou.

Um atacante

Isso se evidencia na forma como muitas equipes jogaram: com apenas um homem na frente. Na seleção da França, Henry. Em Portugal, Pauleta. A Itália, exceto na prorrogação em que derrotou a Alemanha por 2 a 0, tinha apenas Toni no ataque. Os ingleses variavam entre Rooney e Crouch.

A Alemanha foi uma das exceções, com Klose e Podolski formando a dupla de ataque. No Brasil, Ronaldo teve a companhia de Adriano, Robinho ou Ronaldinho. Mas a maioria dos técnicos preferiu mesmo seguir a fórmula que deu o título europeu à Grécia em 2004, quando Charisteas era o único atacante: "o ataque ganha jogos, a defesa ganha campeonatos".

Menos atletas

Com isso, a média de gols, até a final, era de 2,3 por partida, pouco acima do recorde negativo de 1990, de 2,21 por jogo. E, para muitos, o jogo inesquecível deste Mundial será Portugal e Holanda, dominado pela violência e pelas expulsões. E placar de 1 a 0.

"Precisamos de mais Zidanes, Ronaldinhos e Messis: é por causa deles que as pessoas vão para os estádios. Atletas e corredores elas já vêem nas Olimpíadas", resumiu Platini.

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