1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Esporte

Futebol alemão gera mais de 34 mil empregos

Clubes das duas principais divisões do Campeonato Alemão lotam estádios, geram empregos para mais de 34 mil pessoas e se transformam em importante fator econômico. Maioria dos clubes opera com lucro.

Loja de souvenirs do Nürnberg

Loja de souvenirs do Nürnberg

Desde o "sonho de verão" da Copa do Mundo no ano passado, o futebol alemão vive um verdadeiro boom econômico. Segundo dados da Liga Alemã de Futebol (DFL), na temporada 2005/2006, o faturamento dos 36 clubes profissionais aumentou cerca de 1,25 milhão para 1,52 bilhão de euros e a receita com publicidade cresceu de 415,6 milhões para 417,7 milhões de euros.

Em média, cada partida da Primeira Divisão contou com 38 mil torcedores, três mil a mais do que na temporada anterior. Isso é mais, por exemplo, do que o número médio de público da Premier League inglesa: 33,9 mil torcedores por jogo.

Fator econômico

Na Alemanha, só os funcionários que atuam nos clubes da Primeira e da Segunda Divisões – 34.103 pessoas – poderiam quase lotar um estádio de futebol. Em 2006, eles também pagaram 460 milhões de euros em impostos à Receita Federal.

"A Bundesliga é um verdadeiro motor na geração de empregos", diz o diretor de Finanças da DFL, Christian Müller. Das três mil novas vagas abertas na Bundesliga na temporada passada, cerca de 800 são empregos de tempo integral, explica. A maioria dos novos empregos surgiram na área de catering, no atendimento nos estádios e na administração dos clubes.

Segundo o diretor executivo da DFL, Christian Seifert, os números mostram que o futebol profissional na Alemanha se transformou num significativo fator econômico. Sobretudo em regiões estruturalmente fracas, os clubes da Bundesliga são importantes empregadores e contribuintes.

Dortmund e Hertha endividados

Segundo a DFL, 12 dos 18 clubes da Primeira Divisão também gozam de saúde financeira e tiveram lucro na temporada passada. Dos seis que operaram no vermelho, as duas "ovelhas negras" foram o Borussia Dortmund e o Hertha Berlim, que fizeram o endividamento da Primeira Divisão aumentar de 620,4 milhões para 662,5 milhões de euros.

O patrimônio líquido dos 36 clubes profissionais aumentou de 244 milhões para cerca de 288 milhões de euros. Essa melhora ocorreu exclusivamente por conta da Primeira Divisão; a Segunda Divisão operou no vermelho. Mas em função da crescente receita oriunda da venda dos direitos de transmissão, a DFL espera um saldo melhor também da Segunda Divisão na próxima temporada.

Um outro dado positivo é que os clubes alemães investem cada vez mais nas divisões juvenis. No total, investiram 43 milhões de euros no desenvolvimento de jovens talentos no ano passado – uma média de 2,4 milhões de euros por clube da Primeira Divisão, um milhão de euros por clube da Segunda Divisão.

Segundo Seifert, a atual temporada é marcada por inovações, com um novo design da marca Bundesliga, em cooperação com a TV paga Arena, e uma nova estratégia de comercialização do campeonato no exterior. Os jogos da Bundesliga são transmitidos para cerca de 140 países. "Goal", um programa produzido pela própria DFL, é transmitido para 70 países.

Leia mais