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Ciência e Saúde

Furacão Isaac atinge costa dos EUA e ameaça New Orleans

Exatamente sete anos após o Katrina devastar New Orleans, o furacão Isaac atinge o estado da Louisiana. Água ultrapassou diques e pode provocar graves inundações.

Após fortes chuvas causadas pelo furacão Isaac, a água ultrapassou a parte superior de uma barreira contra inundações no sudeste do estado norte-americano de Louisiana nesta quarta-feira (29/08). A região, nos arredores de New Orleans, está sob ameaça de graves enchentes.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA havia alertado que o Isaac poderia provocar inundações com seus ventos de até 130 quilômetros por hora, sendo considerado assim um furacão da categoria 1. O Isaac atingiu a costa na noite desta terça-feira e avançou em direção à Louisiana durante a madrugada.

O furacão esteve quase estacionado próximo à costa de Louisiana nos últimos dias, provocando chuvas. A tempestade pode avançar até New Orleans ainda nesta quarta-feira, exatamente sete anos após o furacão Katrina ter devastado a cidade.

"Os funcionários de manejo de emergências no distrito de Plaquemines Parish reportaram o transbordamento de um dique na margem oriental desde Braithwaite a White Ditch [distritos a sudeste de New Orleans]. Isso resultará em inundações significativamente profundas nessa área", informou o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, de acordo com o site do The Weather Channel (Canal do Tempo).

New Orleans sob ameaça

Billy Nungesser, presidente do distrito de Plaquemines Parish, a cerca de 90 quilômetros ao sudeste de New Orleans, disse que os diques com cerca de três metros de altura não haviam sido destruídos, mas que a água estava avançando sobre eles.

"Os diques estão cobertos em diversos pontos e estamos tentando retirar as poucas pessoas que ficaram para trás", declarou Nungesser à emissora CNN. Cerca de 2 mil pessoas já deixaram a área, mas apesar da evacuação obrigatória, muitas permaneceram no local.

Isaac in Louisiana

Apesar da evacuação obrigatória, muitas pessoas permanecem nos arredores de New Orleans

"As estradas estão completamente intransitáveis, algumas pessoas ficaram presas nas estradas. A situação é grave", completou Nungesser. Além disso, ventos fortes derrubaram árvores e interceptaram linhas de energia, deixando cerca de 390 mil pessoas sem energia elétrica, informou a empresa Entergy Louisiana.

Mais de 4 mil membros da Guarda Nacional do estado foram mobilizados, com 48 equipes marítimas distribuídas pelos arredores de New Orleans, de acordo com o gabinete do governador de Louisiana, Bobby Jindal, que havia alertado a população para se preparar para o pior.

O prefeito de New Orleans, Mitch Landrieu, disse na terça-feira que a cidade poderia ser atingida por chuvas de 40 centímetros ou mais.

Ameaça não subestimada

O Isaac foi o primeiro teste para esquemas de defesa contra inundações multibilionários, construídos depois de diques falharem durante o Katrina, deixando vastas áreas de New Orleans destruídas e 1.800 pessoas mortas.

Apesar de não tão forte como o furacão da categoria 3 Katrina, o Isaac, com ventos da categoria 1 – de até 130 quilômetros por hora – é uma ameaça que não deve ser subestimada, afirmam as autoridades.

O presidente Barack Obama pediu à população que levasse o furacão a sério, alertando sobre a possibilidade de graves inundações e prejuízos. "Quero pedir a todos os residentes da costa do Golfo que escutem os oficiais locais e sigam suas instruções, incluindo a evacuação."

Isaac in Louisiana

Ventos fortes derrubaram árvores e deixaram cerca de 390 mil pessoas sem energia em Louisiana

Efeitos colaterais

O fenômeno climático também teve efeito sobre a política. A convenção nacional do Partido Republicano chegou a ser aberta nesta segunda-feira em Tampa, na Flórida. O evento foi, porém, adiado para o dia seguinte após poucos minutos, por conta da aproximação da Isaac à costa. A tempestade poupou Tampa, onde a convenção seguiu adiante.

Enquanto isso, companhias de energia ao longo da costa do Golfo do México prepararam-se para o impacto da tempestade desligando algumas plantas e operando outras com potência reduzida.

Refinarias de petróleo também cercearam operações. Furacões intensos como o Katrina – que chegou a reduzir a capacidade de produção de petróleo em até 4,5 milhões de barris por dia – inundaram refinarias, mantendo-as fechadas por longos períodos e reduzindo o abastecimento de combustíveis.

Desta vez, porém, o Departamento de Energia dos EUA estima que apenas 12% da capacidade de refinamento da costa do Golfo seja afetada. Por dia, o estado de Louisiana costuma processar mais de 3 milhões de barris de petróleo cru em produtos como gasolina.

LPF/rtr/dapd/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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