Fundação Humboldt incentiva 1.800 cientistas estrangeiros a cada ano | Tudo o que você precisa saber para estudar na Alemanha | DW | 13.10.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Estudar na Alemanha

Fundação Humboldt incentiva 1.800 cientistas estrangeiros a cada ano

Criada em 1860, a Fundação Humboldt é hoje uma das mais renomadas fundações de apoio científico da Alemanha. Os Nobel de Economia de 2009, assim como outros 41 ganhadores do prêmios Nobel, são "humboldtianos".

default

Fundação recebe bolsistas de todo o mundo

A Fundação Alexander von Humboldt é uma das mais renomadas da Alemanha. Ela foi criada em Berlim em 1860, um ano após a morte de Alexander von Humboldt. O naturalista, explorador, gênio universal e cosmopolita nasceu em 1769 e morreu em 1859, aos 90 anos de idade.

A fundação que leva seu nome tem uma história turbulenta, marcada por duas guerras mundiais. Após ter seu capital consumido pela hiperinflação em 1923, ela foi refundada em 1925 para apoiar pesquisadores estrangeiros que frequentassem uma universidade alemã.

Após encerrar suas atividades em 1945, foi reativada pela República Federal da Alemanha em 1953, desta vez com sede em Bonn. Hoje, a Fundação Humboldt mantém uma rede de 23 mil "humboldteanos" especializados em todos os ramos científicos, espalhados por 130 países do mundo, incluindo 43 laureados com o prêmio Nobel. Elinor Ostrom e Oliver Williamson, distinguidos com o Nobel de Economia de 2009, são dois deles.

Tornar a Alemanha atraente para acadêmicos de todo o mundo, esta é sua tarefa primordial. A cada ano, jovens cientistas altamente talentosos das mais variadas disciplinas e de todos os cantos do planeta disputam as bolsas da fundação.

Ex-bolsistas tornam-se "embaixadores" da Alemanha

Braindrain é um conceito que estremece políticos do mundo todo, pois descreve um fenômeno que não é vantajoso para nenhum país: jovens cientistas altamente qualificados deixam seus países para trabalhar, na maioria dos casos, nos Estados Unidos.

Por isso, aumentar a atratividade da pesquisa na Alemanha é uma das tarefas da Fundação Alexander von Humboldt, diz Helmut Schwarz, seu presidente. Segundo ele, pesquisadores do mundo inteiro podem se candidatar para uma bolsa na Alemanha e, ao voltar aos seus países, contribuem para a divulgação da Alemanha: "Eles são realmente os nossos melhores embaixadores", diz Schwarz.

Alexander von Humboldt

Alexander von Humboldt em pintura de Friedrich Georg Weitsch feita em 1806

A rede mundial de "humboldtianos" cresce em 1.800 novos cientistas a cada ano. "Em qualquer parte do mundo em que você estiver, sempre encontrará 'humboldtianos' que, quando jovens, estiveram na Alemanha, onde iniciaram sua carreira e, o que é um aspecto decisivo, eles vieram com suas famílias e se sentiram bem no país", argumenta.

Laboratórios para pesquisa de ponta

O presidente da fundação salienta que sua instituição não vê os pesquisadores apenas como "cérebros". "A Fundação Humboldt sempre quis a pessoa inteira, que ela se sentisse bem na Alemanha, que conhecesse a cultura do país e seu idioma", explica Schwarz.

A espanhola Ana Popa-Lisseanu, de Sevilha, é uma delas. A cientista, que se ocupa da pesquisa de morcegos, iniciou há um ano uma bolsa de dois anos.

Fledermäuse

Morcegos são objeto de pesquisa

Ela estava fascinada com as oportunidades oferecidas pelo Instituto Leibniz de Pesquisa Zoológica e de Vida Selvagem, de Berlim: "Aqui há muitos pesquisadores de morcegos e há muito tempo já se estuda seus fenômenos de migração. E há um laboratório de isótopos estáveis, isso eu queria aproveitar".

Com a ajuda deste laboratório, ela pode acompanhar e medir com exatidão os movimentos migratórios do animal. Para Popa-Lisseanu, a bolsa da Fundação Humboldt oferece uma série de vantagens: "Na realidade, é uma boa bolsa. O auxílio financeiro é muito bom, há uma ajuda para projetos, o que não é concedido por qualquer bolsa. Além disso, me surpreenderam com o acompanhamento atencioso. É tudo bem fácil".

"Boas condições para pesquisar"

Pouca burocracia, acompanhamento individual e os 2.300 euros mensais oferecidos aos bolsistas também atraíram a física italiana Cinzia Casiraghi. "Você persegue seu ideal, faz suas pesquisas, não tem chefe que fica te ditando o que fazer. São realmente boas condições para pesquisar", observa.

No Instituto de Física Experimental da Universidade Livre de Berlim, Casiraghi pesquisa as propriedades de nanotubos de carbono, cujos resultados podem ser úteis no aperfeiçoamento de processadores de computador. Seu trabalho foi agraciado em 2008 com o Prêmio Sofia Kovalevskaia, oferecido pela própria Fundação Alexandre von Humboldt.

Um aspecto que fascina Casiraghi é o intercâmbio com outros pesquisadores: "No início, achei tão fácil trocar ideias com pessoas de diferentes áreas. As pessoas aqui realmente foram muito abertas e simpáticas". Já a experiência vivenciada por Popa-Lisseanu foi outra: "Há aspectos positivos e negativos, como por exemplo a concorrência selvagem entre os cientistas".

Autor: Thomas Prinzler (rw)

Revisão: Rodrigo Rimon

Leia mais

Links externos