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Alemanha

Fundação de conselho islâmico na Alemanha provoca controvérsias

Bem-vinda pelo ministro do Interior, criticada por parte dos muçulmanos, o KRM é formado por quatro instituições. Problema central é que a maioria dos representados não pertence a nenhuma organização.

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Mesquita Ditib, em Colônia

Pela primeira vez, quatro grande organizações islâmicas da Alemanha vão falar com uma única voz. Elas fundaram nesta quarta-feira (11/04) o Conselho de Coordenação dos Muçulmanos (KRM). Segundo Rafet Ozturk, membro da organização turca Ditib, o conselho assumirá o papel de interlocutor em questões relacionadas aos muçulmanos que vivem no país e representará os interesses dos quatro grupos fundadores, que manterão sua autonomia.

"Queremos avaliar se realmente estamos em condições de tomar decisões conjuntas", afirmou Ozturk. O Ministério do Interior já havia se queixado de que os muçulmanos que vivem na Alemanha não tinham um interlocutor que os representasse.

Além da Ditib, integram o novo órgão o Conselho Central dos Muçulmanos na Alemanha, o Conselho Islâmico para a Alemanha e a União de Centros Culturais Islâmicos.

Espartilho apertado

Islam Konferenz in Berlin Wolfgang Schäuble und Ayyub Köhler

Ministro Schäuble (e), do Interior, e Ayyub Köhler, presidente do Conselho Central dos Muçulmanos

Permanece controvertido o grau de representatividade da KRM, já que a maioria dos muçulmanos que vivem no país não pertence a qualquer organização. Antes mesmo do anúncio oficial da fundação do conselho, as primeiras críticas já se faziam ouvir.

Arzu Toker, do Conselho Central dos Ex-Muçulmanos, assinalou o fato de a maioria dos muçulmanos do país virem da Turquia, que entretanto não é uma nação islâmica. "O Islã declara ser também o sistema jurídico de seus fiéis. Contudo na Alemanha temos uma Lei Fundamental, e na Turquia ainda há o direito democrático, traduzido do direito suíço." Acima de tudo, para Toker religião é uma questão privada.

A deputada federal social-democrata Lale Akgün considera problemático o fato de se exigir um interlocutor "sem saber como este se constitui, o que pode realizar e em que setores". A exigência de um interlocutor, em si, ela compara a "forçar o Islã a entrar num espartilho onde ele não cabe".

Em contraparatida, o Ministério alemão do Interior – através de seu encarregado de assuntos de imprensa, Mathias Wolf – saudou a fundação do KRM, que considera um importante passo no sentido de institucionalizar as conversações com os representantes islâmicos. Segundo Wolf, o gesto inspirará a próxima sessão plenária da Conferência Islâmica Alemã, marcada para 2 de maio.

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