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Mundo

"Fronteiras da Europa não podem ser redesenhadas", diz Obama

Após encontro com Merkel, presidente americano defende saída diplomática para crise no leste ucraniano, mas não descarta envio de armas a Kiev. Para chanceler alemã, não há solução militar para o conflito.

Após encontro com a chanceler federal alemã, Angela Merkel, na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira (09/02) que a comunidade internacional não pode permitir que "as fronteiras da Europa sejam redesenhadas", fazendo referência à crise na Ucrânia.

O conflito foi o tema central do encontro entre os dois líderes. Obama defendeu uma solução diplomática para a crise ucraniana e que as sanções sejam ampliadas enquanto a "Rússia continuar a violar os tratados internacionais".

"Nós continuaremos a encorajar uma solução diplomática para essa crise", disse Obama, que deixou claro que nenhuma opção será descartada, inclusive o envio de armas para a Ucrânia. "A possibilidade de defesa letal é uma das que estão sendo avaliadas. Mas eu ainda não tomei uma decisão sobre isso."

Merkel, no entanto, afirmou que não vê uma solução militar para o conflito e defendeu a continuidade das negociações entre Rússia e Ucrânia.

Ofensiva diplomática

A visita da chanceler federal acontece dois dias antes de uma reunião de cúpula marcada para quarta-feira em Minsk, capital de Belarus, em que será discutido um novo plano de paz defendido por Merkel e pelo presidente francês, François Hollande. Os dois anunciaram o encontro após se reunirem com líderes da Ucrânia e com o presidente russo, Vladimir Putin, na semana passada.

Em Minsk, Merkel e Hollande sentarão à mesa com Putin e com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, na tentativa de reavivar um plano de paz acordado em setembro e que foi repetidamente violado. Os EUA não participarão da rodada de negociações.

Assim como Merkel, Hollande também se opõe ao fornecimento de armas a Kiev. Ambos insistem que a diplomacia é a única maneira de pôr fim ao conflito, que já deixou mais de 5.300 mortos.

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