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Mundo

Franceses votam sob o impacto de ataques entre candidatos

Sarkozy é cotado como favorito para suceder Jacques Chirac. Troca de acusações entre os candidatos marcou a reta final da campanha e as primeiras horas da eleição, que iniciou nos territórios ultramarinos neste sábado.

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Disputa acirrada entre direita e esquerda marcou a campanha eleitoral

Os últimos dados dos seis principais institutos de pesquisa de opinião pública da França apontam o conservador Nicolas Sarkozy como favorito à sucessão de Jacques Chirac, no segundo turno da eleição presidencial neste domingo (06/05).

Diante do crescimento de sua popularidade após o debate na TV, o ex-ministro do Interior poderá derrotar a socialista Ségolène Royal por até 55% dos votos, apontam as pesquisas. Na reta final da campanha e durante as primeiras horas da votação nos territórios ultramarinos, os candidatos ainda subiram o tom das críticas.

O bate-boca foi desencadeado por uma declaração feita na sexta-feira por Royal. "Escolher Nicolas Sarkozy será uma decisão perigosa. É minha responsabilidade hoje alertar as pessoas sobre risco da candidatura [dele] com destaque para a violência e a brutalidade que serão desencadeadas no país", disse a candidata socialista em entrevista a uma emissora de rádio.

Segundo Royal, a violência se concentraria nos subúrbios parisienses, palco de graves distúrbios em 2005, quando Sarkozy ainda era ministro do Interior e classificou os jovens imigrantes envolvidos nos episódios como a "ralé".

Neste sábado, Sarkozy rebateu o ataque. "Num ato de desespero, ela [Royal] violou as regras fundamentais da democracia com uma linguagem de guerra", disse. Em entrevista publicada no site do jornal Le Parisien , Sarkozy acrescentou: "Isso é algo que nunca aconteceu. Isso é uma perigosa forma de intolerância".

Início da eleição

Cerca de um milhão de eleitores começaram a votar neste sábado nos territórios ultramarinos da França nas Américas (Guiana Francesa, de Guadalupe, Martinica, Saint-Pierre e Miquelon), na África (Reunião e Mayotte) e na Oceania (Ilhas Wallis e Futuna, Nova Caledônia e Polinésia Francesa).

Neste domingo, mais de 43 milhões de franceses estão convocados a eleger o sucessor de Jacques Chirac, que permaneceu no poder durante 12 anos.

Tradicionalmente, a participação no pleito é maior no segundo turno. Em 2002, quando Chirac foi eleito, ela foi de 79,7%. No primeiro turno deste ano, em 22 de abril, 83,77% dos franceses aptos a votar foram às urnas.

O vencedor (ou a vencedora) do segundo turno terá mandato de cinco anos e será o(a) sexto(a) presidente da Quinta República, fundada em 1958. Os últimos dos 65 mil locais de votação na França fecham às 20 h (horário europeu), quando serão divulgadas as primeiras projeções do resultado. (mas/gh)

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