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Mundo

França tributa ricos e empresas para manter meta de deficit público

Orçamento de 2013 é o mais rigoroso em 30 anos, afirma presidente François Hollande. Aumento de impostos e corte de despesas totalizam 36,9 bilhões de euros. Meta de 3% de deficit público no próximo ano é mantida.

O governo da França anunciou nesta sexta-feira (28/09) o projeto de orçamento público para o ano de 2013, prevendo aumento de impostos e cortes de despesas no total de 36,9 bilhões de euros. A elevação dos impostos atinge principalmente as grandes empresas e as pessoas que ganham altos salários.

Descrito pelo presidente François Hollande como o mais rigoroso em 30 anos, o orçamento pretende tranquilizar os mercados financeiros e manter o país no rumo de seu ambicioso programa de austeridade.

O governo quer cortar o deficit público, dos 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), previstos neste ano, para 3% em 2013, percentual dentro das regras da União Europeia. Isso significaria um esforço sem precedentes numa época de estagnação econômica.

"A meta de 3% é vital para a credibilidade do país", declarou o ministro das Finanças, Pierre Moscovici. "Estamos comprometidos com ela e vamos alcançá-la."

O projeto prevê um aumento na arrecadação de 20 bilhões de euros. Metade desse valor virá de novas taxas cobradas sobre quem ganha altos salários e a outra metade será arrecada junto às empresas. Esses valores se somam aos 4,4 bilhões de aumento de impostos anunciados em julho.

Pelas novas regras, quem ganha mais de 150 mil euros por ano pagará um imposto de renda de 45%. Uma taxa excepcional de 75% será cobrada de quem ganha mais de 1 milhão de euros por ano, mas valerá apenas por dois anos.

Estão previstos cortes de 2,5 bilhões de euros nas despesas com saúde e mais 10 bilhões de euros nas despesas do Estado. O projeto de orçamento prevê um crescimento de 0,8% para a economia francesa em 2013.

O endividamento do Estado francês alcança 91% do Produto Interno Bruto do país. O deficit (novas dívidas) previsto para este ano é de 83,5 bilhões de euros, ou 4,5% do PIB.

AS/dpa/afp/rtr
Revisão: Francis França

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