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Mundo

França tem novo premier conservador

Um dia depois de sua reeleição, o presidente da França, Jacques Chirac, nomeou o político da Democracia Liberal Jean-Pierre Raffarin, nesta segunda-feira (6), para o cargo de primeiro-ministro interino.

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O senador Jean-Pierre Raffarin é fiel seguidor de Chirac

Como era previsto desde a sua derrota no primeiro turno da eleição presidencial duas semanas atrás, o premier socialista Lionel Jospin renunciou nesta segunda-feira (6). Raffarin, de 53 anos, senador desde 1995 e presidente do Conselho Regional de Poitou-Charentes desde 1988, é tido como político de centro e vai conduzir a direita francesa à eleição da nova Assembléia Nacional, em junho.

Como tarefas principais do governo provisório de direita, o neogaulista Chirac, de 69 anos, mencionou o combate à criminalidade, o retorno do crescimento econômico e geração de empregos. O presidente de centro-direita espera sobretudo que Raffarin conquiste os liberais e os eleitores indecisos para poder formar um governo de direita após o pleito do mês que vem.

Para grande alívio de políticos de toda a Europa, Chirac venceu o ultradireitista Jean-Marie Le Pen, com 82% dos votos, no segundo turno presidencial de domingo. O político que considera as câmaras de gás do Holocausto apenas um detalhe da história, obteve 18% dos votos. A reeleição folgada de Chirac se deve à união dos comunistas, socialistas e verdes contra o radical de direita, racista e xenófobo Le Pen.

Chirac e o seu partido Reunião pela República (RPR) vêem Raffarin como o seu melhor trunfo para evitar uma repetição da cohabitação com os socialistas depois da eleição parlamentar. Cohabitação é a convivência forçada pelas urnas entre o presidente de uma tendência política e governo de outra. A aliança das esquerdas para eleger no segundo turno presidencial o mal menor (Chirac) não se repetirá, todavia, nas eleições parlamentares, nas quais cada partido vai disputar votos para a si próprio.

O novo premier francês se destacou pouco como político até agora. Por isso mesmo Chirac pode apresentá-lo ao eleitorado como uma peça ainda não desgastada. Ainda não há razão para censurá-lo, como disse o próprio Raffarin. Ele se qualificou para o cargo de premier como rebento de uma família de políticos e também como seguidor fiel de Chirac.

O político do oeste francês é um dos co-fundadores do novo partido de Chirac, a "União para a Maioria do Presidente", com o qual o chefe de Estado francês quer juntar os conservadores divididos para garantir uma maioria na eleição parlamentar.

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