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Mundo

França registra aumento de antissemitismo

Atos contra judeus totalizam 51% de todos incidentes racistas no país, embora menos 1% da população siga a religião. Presidente François Hollande promete plano para combate à intolerância.

No ano passado, 851 atos antissemitas foram registrados na França, quase o dobro dos 453 de 2013. O número registrado em 2014 é o maior desde 2004, segundo as estatísticas divulgadas nesta terça-feira (27/01) pelo Conselho de Instituições Judaicas da França (CRIF).

Em seu relatório, a organização afirma que o antissemitismo está se tornando cada vez mais radical e abrange insultos, discursos que fomentam o ódio, agressões físicas e ataques terroristas.

"Estes atos antissemitas representam 51% de todos os incidentes racistas na França, embora os judeus sejam menos de 1% da população francesa", disse o CRIF, em comunicado.

O número de agressões antissemitas aumentou 130%, para 241 casos – o ápice foi durante a última guerra de Gaza, em julho de 2014. A maioria dos casos foi registrada em Paris, Marselha, Lyon, Toulouse, Estrasburgo e Nice.

Ainda segundo o documento do CRIF, os recentes programas antirracismo não foram capazes de parar o aumento de ações antijudaicas. Por isso, melhores medidas são necessárias para prevenir e combater o antissemitismo.

Hollande promete plano de combate ao antissemitismo

Nesta terça-feira, o presidente da França, François Hollande, falou de uma "realidade intolerável" e anunciou para o fim de fevereiro um plano de combate ao racismo e antissemitismo. Em discurso durante cerimônia pelos 70 anos da libertação de Auschwitz-Birkenau, Hollande se dirigiu aos judeus franceses: "Vocês, franceses de fé judaica, o seu lugar é aqui, no nosso lar: a França é o seu país."

A comunidade judaica na França tem entre 500 e 600 mil membros e é considerada a maior da Europa e a terceira maior do mundo, depois de Israel e dos Estados Unidos. Há anos, judeus franceses têm reclamado de um antissemitismo crescente no país.

No ano passado, dobrou o número de judeus que deixaram a França e se mudaram para Israel: 7 mil pessoas. Pela primeira vez, Israel registrou mais imigrantes vindos da França do que de qualquer outro país do mundo.

Nos atentados de Paris, no início de janeiro, judeus também foram alvos: durante um sequestro num minimercado, o jihadista Amedy Coulibaly matou quatro reféns judeus, antes de ser morto pela polícia francesa.

PV/afp/epd

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