1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

França recebe aprovação, mas luta no Mali segue solitária

Nações Unidas e Otan apoiam os bombardeios contra terroristas islâmicos no norte do Mali, mas deixam claro que não pretendem enviar tropas. França deverá aumentar o contingente de soldados nos próximos dias.

A força aérea da França bombardeia desde a última sexta-feira grupos islâmicos no norte do Mali. Os ataques visam proteger a capital Bamaco e evitar que rebeldes dominem o país africano. A intervenção francesa, iniciada antes que uma autorização formal pudesse ser discutida, recebeu o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de potências ocidentais.

Após uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança nesta segunda-feira (14/01), o embaixador francês na ONU reafirmou o apoio. "Todos os nossos parceiros reconhecem que a França está agindo de acordo com as leis internacionais e a Carta das Nações Unidas", disse Gérard Araud.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também saudou a intervenção francesa no Mali. Em comunicado, Ban diz esperar que os bombardeios possam cessar a ofensiva dos terroristas na ex-colônia francesa. "A meta é colocar a resolução 2.085 da ONU em prática o mais rápido possível", declarou o secretário-geral. A resolução, aprovada em dezembro, prevê o restabelecimento da ordem constitucional e da integridade territorial do Mali com a ajuda de uma mobilização militar sob comando africano.

Mali Frankreich Konflikt Militäreinsatz Hollande Rede Elysee Palast

François Hollande deve enviar mais tropas ao Mali

Um general nigeriano já está na capital Bamaco, e a França vai continuar enviando soldados ao Mali. Durante uma visita a Abu Dhabi, o presidente francês, François Hollande, declarou que atualmente 750 soldados estão em território malinês e que este número vai aumentar. O diário francês Le Monde relatou que o contingente das forças armadas aumentará para 2.500 militares. "A França tinha que intervir de maneira urgente, senão não existiria mais o Mali e sim um Estado terrorista", disse o ministro do exterior, Laurent Fabius, em defesa à investida militar.

UE e Otan aprovam, mas sem ajuda militar

Mas nessa missão a França está sozinha. Por meio de seu porta-voz, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, declarou que "obviamente apoiamos as ações de nossos Estados-membros", mas que a UE não vai enviar tropas ao país africano. Segundo o porta-voz, a Comissão Europeia pretende apenas antecipar o já planejado envio de instrutores militares ao Mali e colaborar com suporte financeiro das tropas africanas.

A Otan adotou o mesmo posicionamento e não planeja participar do conflito. A porta-voz Oana Lungescu informou que a organização saúda a investida francesa, mas permanece passiva. O general francês da Otan, Jean-Paul Palomeros, disse a repórteres estar "muito orgulhoso que a França assumiu a responsabilidade em combater o terrorismo naquele canto do planeta", mas reiterou que essa intervenção é uma ação exclusivamente francesa, com qual a Otan não tem ligação.

Ansar Dine Kämpfer in Mali

Rebeldes islâmicos dominam o norte de Mali e tentam ocupar a capital do país africano

Os Estados Unidos reagiram de maneira semelhante. O ministro de Defesa, Leon Panetta, ofereceu ao seu colega francês, Jean-Yves Le Drian, assistência na logística da operação e ajuda com informações do serviço secreto.

Na Alemanha, tanto o ministro de Defesa, Thomas de Maizière, como o ministro do Exterior, Guido Westerwelle, foram contundentes ao afirmar que a Alemanha não enviará tropas ao Mali. De Maizière declarou que o exército alemão pode vir a colaborar com o conflito, mas com uma condição: "É preciso ter uma separação bem clara entre a o treinamento oferecido pela União Europeia, incluindo a Alemanha, [a soldados malineses] e uma ação militar em solo africano".

PV/afp/dpa/rtr
Revisão: Francis França

Leia mais